O diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Domingos Malandrino, afirma que a entidade já comprovou esse problema há algum tempo. O que falta é fazer levantamento e cadastramento de todas as empresas dividido por setor, ramo de atividade e localização para planejar ações. “Hoje a gente trabalha só apagando incêndio ou pelo ‘ouvi dizer’. Ou então, quando alguém vem e reivindica determinado tipo de mão-de-obra. Eu acho isso um trabalho improdutivo e que não permite planejamento”, destaca.
“O setor gráfico tem problemas, o alimentício tem problemas. Nós temos frigoríficos em Bauru, Lins, Itapuí, Lençóis e não temos formação de mão-de-obra qualificada para esse pessoal. Eles têm que contratar o funcionário, depois contratar a instituição para treinar a mão-de-obra. Tudo isso por falta de planejamento e de levantamento de dados de Bauru e região”, acrescenta, afirmando que em nenhum município se faz esse levantamento. “Não se sabe que tipo de mão-de-obra é necessária na cidade. Então precisa de uma interlocução entre o setor produtivo, o setor público municipal e as instituições”, ressalta.
Para o diretor do Ciesp, é preciso que esses setores se relacionem de forma mais próxima para que se atenda a demanda de profissionais nas empresas da cidade e da região. “Sem esse tipo de trabalho você deixa de dar oportunidade ao jovem que busca o primeiro emprego”, enfatiza. De acordo com ele, um bom exemplo é Jaú, que possui um setor de calçados femininos forte e há qualificação de mão-de-obra específica. “Aqui a gente não tem isso, por isso a necessidade do levantamento socioeconômico.”