Economia & Negócios

Cesta básica acumula alta de 30,5%

Da Redação
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Tomada por seus preços mínimos em Bauru, a cesta básica fechou em R$ 245,42 em agosto. Em relação ao mês anterior o aumento é de 4,6%, mas no acumulado dos últimos 12 meses o índice é preocupante: alta de 30,5%. As informações são do levantamento mensal do Data-ITE, vinculado à Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE) e coordenado pelo professor e economista Reinaldo Cafeo. O valor mínimo da cesta em julho foi de R$ 234,56.

A cesta básica é composta por três grupos de produtos que formam seu preço. Em agosto, o grupo alimentação ficou em R$ 188,77, alta de 3,4% sobre o mês anterior.

O de limpeza doméstica foi o que teve a maior variação em relação a julho, de 15%, fechando em R$ 34,56. O grupo higiene pessoal fechou agosto em R$ 22,04%, apenas 0,2% acima do mês anterior.

Segundo o levantamento, os produtos que tiveram as maiores elevações de preço na comparação entre os últimos dois meses foram a cebola (alta de 94,8%), arroz (78%), lingüiça fresca (24,8%), sabão em barra (22,8%), carne de segunda sem osso (15%) e sabão em pó (12,1%).

Já os produtos que tiveram redução de preço e, portanto, puxaram para baixo o valor total da cesta - considerando seu significado no orçamento das famílias - foram batata, creme dental, alho, farinha de mandioca, salsicha avulsa, farinha de trigo, sabonete, macarrão com ovos, óleo de soja, feijão, café e queijo mussarela fatiado.

“Com a queda da inflação verificada em alguns institutos de pesquisas, esperava-se uma acomodação dos preços no mês de agosto. Contudo, ainda ocorreram ajustes e o valor foi o mais alto desde que o Data-ITE começou a realizar a pesquisa, em 1999. No acumulado de oito meses de 2008, a cesta básica subiu 15,8% e o grupo alimentação, 18%. O consumidor tem papel importante na vigilância dos preços, dizendo não aos preços abusivos”, adverte Cafeo.

Conforme matéria publicada pelo Jornal da Cidade no último dia 20, o reajuste do salário mínimo anunciado para o próximo ano, de 9,32%, é inferior às sucessivas altas repassadas à alimentação nos últimos meses - influenciadas pelos mercados nacional e internacional.

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