No que depender de mobilização regional, o escritório regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Bauru, será mantido. Várias entidades já recorreram a Brasília para reivindicar a permanência do órgão, cuja abrangência é de 78 municípios da região.
Anteontem, o Ministério do Meio Ambiente recebeu carta da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag) com razões que justificam o não fechamento do escritório na cidade. No entanto, o documento ainda não teria chegado às mãos do ministro Carlos Minc. Ele também não teria lido carta de mesmo teor enviada pelo Sindicato dos Engenheiros de Bauru e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).
As informações foram transmitidas ontem pela assessoria de imprensa do ministério. Ainda assim, as iniciativas mantêm viva a esperança de Lélia Lourenço Pinto, responsável pelo escritório regional do Ibama.De acordo com ela, a direção do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) também pretende aderir ao movimento de defesa da regional em Bauru.
“Ela (regional do Ibama) tem realizado excelente trabalho preventivo e corretivo, visando garantir a sustentabilidade dos recursos naturais e, conseqüentemente, melhor qualidade de vida e condições de saúde para cerca de dois milhões de habitantes”, consta em trecho do documento encaminhado pela Assenag, assinada por seu presidente, o arquiteto Emerson Crivelli.
Ele abre a carta informando ao ministro que Bauru reúne uma das melhores estruturas para implantação de empreendimentos industriais e comerciais. Sendo que, num raio de 400 quilômetros, concentra em torno de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
“Nesta região existem entroncamentos rodoviários, ferroviários, a hidrovia Tietê-Paraná, que fazem parte do complexo viário do Mercosul, além do recém inaugurado aeroporto internacional, destinado prioritariamente ao transporte de cargas”, explica.
Em nome da Assenag, Crivelli ainda garante não ter dúvidas que a presença do escritório regional do Ibama na cidade é de fundamental importância, sendo a transferência da unidade para outra região um retrocesso com possibilidade de grandes perdas ambientais.
Elas seriam sentidas também pelas associação de pássaros de Lins, Botucatu, São Manuel e Jaú, que já deram início a um abaixo-assinado contra o possível fechamento da regional de Bauru. Caso a medida se concretize, os criadores de pássaros terão de percorrer longas distâncias para adquirir as anilhas que devem ser colocadas nas aves.