Regional

Cabrália não aceita reajustar salários de vereadores

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Cabrália paulista - O valor do subsídio a ser pago aos vereadores, ao prefeito e vice-prefeito de Cabrália Paulista (45 quilômetros de Bauru) na próxima gestão foi a tônica da sessão de ontem da Câmara Municipal. A proposta de aumentar em 110% e 50%, respectivamente, não pegou bem. Os moradores do município reclamaram e circulou até um panfleto pela cidade.

Caso seja aprovada a proposta, os salários dos vereadores passarão de R$ 700,00 para R$ 1.500,00, o dobro da média de rendimentos da maioria da população da cidade. E o prefeito passará a receber R$ 7,5 mil ao invés dos atuais R$ 5 mil.

Até a manhã de ontem não havia consenso e os projetos poderiam ser rejeitados pela maioria dos atuais vereadores. Muitos deles são candidatos à reeleição, portanto votando o próprio salário.

A população da cidade pressionou, segundo o presidente da Câmara, Célio Márcio Vidotti (PPS). Ele explicou que o rendimento médio dos moradores é de R$ 700,00 e os vereadores, a partir de 2009, passariam a receber mais do que o dobro. “Diante da pressão é possível que os subsídios continuem no mesmo valor.”

Os atuais R$ 700,00 foram estipulados na gestão anterior. “Há 4 anos que não tem aumento. Hoje pode ser aprovado ou rejeitado. Houve muita pressão pública e o projeto corre o risco de ser rejeitado”, admite.

A proposta, de acordo com o presidente, foi baseada em um levantamento feito pelo Departamento Jurídico levando em conta o Orçamento do município. “O Jurídico diz que o valor dos subsídios não deve ultrapassar R$ 2.600,00.”

Vidotti explica que diante do Orçamento do município, a Câmara tem autonomia de estipular um valor até o máximo. “O máximo é absurdo para a nossa realidade”, conclui.

Ele faz questão de ressaltar que não é a favor da proposta de 110% de aumento. “Eu considero esse aumento exagerado, mas o projeto entrou e eu tenho que acatar. A Câmara tem que apresentar um projeto de aumento para a próxima legislatura. Isso é o que manda a lei.”

A polêmica tem que ser resolvida antes das eleições deste ano. “O projeto entra segunda vez para ser votado.”

Para o vereador Antonio Consalter (PSB), o Legislativo está sem aumento há oito anos. “Teve um aumento de R$ 10,00 ou R$ 18,00 já algum tempo. Eu ainda não me decidi se vou votar a favor ou contra.”

De acordo com ele, apenas dois vereadores atuais não estão tentando a reeleição. “Não houve tanta pressão. Vi um panfleto, mas nem li direito.”

Até o fechamento desta edição do JC, não havia sido votado o aumento.

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