Bangcoc - O chefe do Exército tailandês, Anupong Paochinda, disse ontem que não usaria a força para retirar os manifestantes do complexo onde fica o gabinete oficial do primeiro-ministro, apesar de o governo ter decretado estado de emergência, dando a ele o direito de fazê-lo.
“Se achássemos que usar a polícia e os soldados para tirá-los de lá levaria a um fim pacífico, faríamos isso. Mas achamos que isso só criará mais problemas”, disse Paochinda em uma conferência de imprensa após um homem morrer nos confrontos entre os manifestantes pró e contra o governo.
Sob o estado de emergência anunciado ontem pelo primeiro-ministro tailandês, Samak Sundaravej, a ocupação de prédios do governo são banidas. O estado de emergência também permite ao Exército empregar o uso da força, dando-lhe poder para censurar informação veiculada pela imprensa, e proibindo as reuniões públicas envolvendo mais de cinco pessoas.
O anúncio do decreto foi transmitido por todas as emissoras de TV do país, e nele foi informado que o chefe do Exército, general Anupong Paochinda, seria o responsável por sua aplicação. A decisão foi tomada pelo governo tailandês após uma pessoa morrer nos confrontos entre manifestantes pró e contra o governo.