A organização do Prêmio Portugal Telecom anunciou, anteontem à noite, os dez finalistas da edição 2008. Cinco deles também são finalistas do Prêmio Jabuti: Bernardo Carvalho, Beatriz Bracher, Cristovão Tezza, Julián Fuks e Paulo Henriques Britto.
Para Selma Caetano, da curadoria do prêmio, as coincidências não são tão expressivas, visto que o Jabuti tem 200 finalistas, em 20 categorias, contra apenas dez finalistas do Portugal Telecom.
Os dez nomes - oito brasileiros, um português (António Lobo Antunes) e um angolano (Ondjaki) - foram selecionados de um universo de 51 semifinalistas. Segundo Selma, a lista reflete o amplo alcance do Portugal Telecom. “Os dez livros finalistas são de sete editoras. E há tanto escritores consagrados, como Lobo Antunes, como jovens, caso de Julián Fuks e Marília Garcia”, avalia Selma.
A lista tem nomes recorrentes do prêmio, como Paulo Henriques Britto, que ganhou o Portugal Telecom em 2004 com “Macau”, e Bernardo Carvalho, vencedor em 2003 com o romance “Nove Noites”.
O júri final também foi anunciado: Benjamin Abdala Júnior, Carmen Lúcia Tindó Secco, Flora Süssekind, José Castello, Maria Lúcia Dal Farra e Rita Chaves. No dia 29/10, os seis jurados se reúnem com os quatro curadores do prêmio para indicar os três primeiros colocados.
Os vencedores receberão R$100 mil, R$ 35 mil e R$ 15 mil (1º, 2º e 3º lugares, respectivamente), além de um troféu.
Avaliadas pelo segundo ano, as biografias ficaram novamente de fora da lista final, apesar de ter concorrentes de peso como “D. Pedro 2º”, de José Murilo de Carvalho.
O título mais bem votado da categoria foi “Invenção do Desenho”, de Alberto da Costa e Silva. Segundo Selma Caetano, a maioria dos jurados é mais ligada à ficção, à poesia e ao teatro, e não se sente apta para julgar biografias. “Há uma campanha para termos um júri específico. Queremos pensar juntos com a presidência da Portugal Telecom.”
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Finalistas
“O Sol se Põe em São Paulo”, de Bernardo Carvalho (Companhia das Letras)
“O Filho Eterno”, Cristovão Tez-za (Record)
“O Amor Não Tem Bons Sentimentos”, de Raimundo Carreiro (Iluminuras)
“20 Poemas para o Seu Walkman”, de Marília Garcia (Cosac Naif / 7 Letras)
“Histórias da Literatura e Cegueira”, de Julián Fuks (Record)
“Os da Minha Rua”, de Ondjaki (Editora Língua Geral)
“Eu Hei-de Amar uma Pedra”, de António Lobo Antunes (Objetiva)
“Laranja Seleta”, de Nicolas Behr (Editora Língua Geral)
“Tarde”, de Paulo Henriques Britto (Companhia das Letras)
“Antonio”, de Beatriz Bracher (Editora 34)