Kiev - O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, denunciou ontem o início de um “golpe’’ em formação no Parlamento - que adotou medidas que limitam os poderes do chefe de Estado - e ameaçou dissolvê-lo se não houver a formação de uma nova coalizão de maioria nos 30 dias estabelecidos pela Constituição do país.
Em mensagem televisionada aos cidadãos, Yushchenko afirmou que no Parlamento “se formou de fato uma nova maioria, que não se baseia nos interesses ucranianos, do Estado’’. Essa maioria seria formada pelo Bloco Yulia Timoshenko (BYT), pelo Partido Comunista e pelo pró-russo Partido das Regiões.
O discurso do presidente foi feito pouco depois de a primeira-ministra, Yulia Timoshenko, ter acusado o presidente de “destruir’’ a coalizão governamental. Em resposta, Yushchenko ameaçou dissolver o Parlamento e convocar eleições legislativas antecipadas. Segundo Yushchenko, “implantam a ditadura da primeira-ministra”. (Folhapress)
Os deputados simplificaram o procedimento que permite acusar constitucionalmente o chefe de Estado e aprovaram modificações à lei do governo, que,
O presidente ucraniano qualificou de “começo de um golpe de Estado político e constitucional’’ a votação no Parlamento. O partido do presidente decidiu abandonar a coalizão, em resposta às leis aprovadas pelo bloco de Timoshenko e da oposição pró-russa.
“O principal órgão representativo do país e a coalizão democrática foram incapazes de dar uma avaliação consolidada ao conflito na Geórgia’’, disse Yushchenko, que compartilha as posturas da União Européia frente a esse assunto.
A primeira-ministra afirmara mais cedo que a coalizão pró-ocidental que governa o país foi “destruída’’ por causa do presidente, mas que o gabinete segue trabalhando. “Lamento que o presidente se comporte de maneira tão irresponsável. A coalizão foi destruída a seu pedido’’, disse Timoshenko.