Internacional

Republicanos reagem para salvar vice

Por Folhapress | Com Reuters
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Saint Paul - O Partido Republicano montou uma operação de guerra para tentar conter o efeito negativo na mídia provocado pela nomeação de Sarah Palin como candidata a vice-presidente na chapa de John McCain.

O objetivo era estancar ou eliminar a percepção cada vez mais generalizada de que Palin é desqualificada para o cargo. Os republicanos também dizem querer defender a governadora do Alaska dos ataques de que foi alvo no plano pessoal, sobretudo após a revelação de que uma filha sua de 17 anos, solteira, está grávida.

A filha grávida, Bristol, apareceu ontem em St. Paul acompanhada do pai do bebê, Levi Johnston, 18 anos. A família anunciou que os dois vão se casar. John McCain, foi recebido por Bristol e pelo namorado ontem, na chegada a Minnesota, onde ele participa da convenção do partido republicano. O ato tem como objetivo mostrar apoio do candidato a sua vice, alvo de denúncias depois que revelou, na segunda-feira, a gravidez da filha solteira.

Palin foi treinada para reagir no discurso mais importante do dia, programado para começar às 9h30 em St. Paul (11h30 em Brasília), no qual detalharia sua biografia e suas credenciais como administradora pública.

Aos 44 anos, ela é determinada e seguiu os conselhos da cúpula republicana. Hoje, às 6h20 já vestia um tailleur sobre o palco da convenção, ensaiando para a noite.

Nervosismo

Em alguns momentos os republicanos não conseguiram esconder o nervosismo que cercava a apresentação de Palin - como na entrevista chamada às pressas ontem pela manhã com seis mulheres republicanas.

“Não vamos aceitar (discriminação contra Sarah Palin), vamos nos ver com vocês quando vocês aprontarem com a gente”, falou num tom ameaçador Renee Amore, vice-presidente dos republicanos na Pensilvânia. Alguns dos repórteres na sala de imprensa riram.

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