Paris demanda viagens e viagens, anos e anos... Quem sabe uma vida inteira por conta de tantos encantos. Para uma primeira experiência, além das margens do Sena, dos museus, das igrejas, cafés, da Torre Eiffel, do Arco do Triunfo, outra dicas ficam por conta de lugares não tão badalados, mas igualmente mágicos.
Cantinhos secretos que somente os parisienses conhecem e que para nós, brasileiros, são revelados aos poucos. A Place des Voges é um desses lugares (6, Place des Vosges, www.paris.fr/musees/maison_de_victor_hugo; Entrada gratuita).
Considerada uma das praças mais bonitas da cidade, concentra uma infinidade de jovens, muito bem vestidos, que aproveitam os dias ensolarados para deitar na grama e trocar confidências. Victor Hugo e o cardeal Richelieu viveram num dos prédios que contorna a praça hoje tomados por galerias de arte e cafés.
Suba até o segundo piso do Hôtel de Rohan-Guéménée (que hoje abriga um museu) para descobrir onde parte de Les Misérables foi escrita. Dizem os guias que o autor gostava de escrever de pé. Pelo menos é o que indica uma escrivaninha no local, como outros espaços franceses, em perfeito estado de conservação.
Outras sugestões a seguir.
Jardins de Luxemburgo
Ao contrário da Place des Voges, onde pode-se pisar na grama, os Jardins de Luxemburgo, “a grande praia” dos parisienses”, é um lugar para ser observado. Cheio de flores e vizinho da Sorbonne e do Panthéon, recebe diariamente gente que quer descansar durante o intervalo do almoço, respirando ar fresco e se extasiando com a paisagem.
Tem 25 hectares de área verde, com um lago, chafariz e o antigo palácio de Maria de Médici – hoje atual sede do Senado francês. Sedia também exposições de arte (Musée du Luxembourg (19, rue de Vaugirard, www.museedu luxembourg.fr, 9 euros). A exposição de fotografias nas grades externas são gratuitas.
Hôtel des Invalides
Aproveite o “tour” dos ônibus de dois andares da Cytirama para parar bem em frente do Hôtel des Invalides, antigo palácio encomendado pelo rei Luís XIV em 1670 para abrigar soldados feridos e desalojados. O complexo conta com jardins, museus e a capela dos soldados. Dependendo do dia – geralmente aos domingos –, você encontrará com antigos “pracinhas” que lutaram pela pátria.
La Grande Mosquée
Paris também tem seu lado mouro. A prova está na Grande Mesquita de Paris (rue Geoffroy Saint-Hilarie, 39, 5èmearrodissement, www.mosquee-de-paris.org) inspirada na famosa Alhambra, da Espanha e na universidade islâmica Bou Inania, no Marrocos. As grandes atrações ficam por conta do hamman (banho turco) e da sala de chá.
Le Marais
O bairro foi, no passado, um pântano e abrigou, em dias melhores, um gueto de judeus. Hoje é o paraíso dos intelectuais e dos gays, que elegeram o prefeito de Paris, totalmente assumido. É muito bom caminhar por suas ruas sem qualquer preconceito. Junto com casais do mesmo sexo de mãos dadas. Na Rue Dellape há até uma cachaçaria brasileira. Nas portas, cadeiras e poltronas para você se sentar e agradecer por estar em Paris. O Marais é o bairro residencial mais próximo do Centro. Lá está o Museu Picasso, o Museu Carnavalet, que conta a história da cidade. No outro quadrante o Centro Cultural Georges Pompidou, com entradas a 10 euros.
Museus
Nem só de Louvre e D’ Orsay vivem os parisienses. Outros museus são imperdíveis. Muitos com entrada gratuita. Andando pela cidade você irá descobrindo-os aos poucos. Anote alguns endereços: Musée Picasso: Hôtel Salé, 5, rue de Thorigny, www.musee-picasso.fr. 6,70 euros e se encante com “O Jardim das Esculturas”, “Homem com um Violão” e “Figuras à beira-Mar”. Visite também o Musée Rodin: 77, rue de Varenne, www.museerodin.fr. 5 euros. Obras premiadas: A “Porta do Inferno”, “O Beijo”, “A Mão de Deus” e “A Danaide”.
Castelo de Versalhes
O grande orgulho dos franceses, o Castelo de Versalhes merece mesmo um olhar atento. Testemunho do esplendor do grande século clássico francês. Até mesmo as crianças se encantam com os aposentos dos reis, o quarto de dormir da rainha e dos filhos retirados de Maria Antonieta. É uma obra-prima do classicismo francês. A Galeria dos Espelhos, projetada por Le Brun, sediou as maiores festas da história francesa. Apenas parte do palácio que serviu de residência para cerca de 20 mil cortesãos é aberta ao público. Mas vale o ingresso: 45 euros, com guia falando em espanhol, com duração de quatro horas (o ônibus sai da sede da Cytirama, pela manhã).
Opéra Garnier
A fachada iluminada já encanta. Imagine entrar dentro desse prédio que levava ao delírio a burguesia no século 19. A arquitetura inspirou obras similares em vários países, incluindo o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Os detalhes luxuosos estão por toda parte, incluindo a famosa escadaria de mármore, os lustres de cristal e o teto pintado por Marc Chagall.
Galerie Lafayette
Mesmo que você não cogite gastar um euro sequer, entre na Galeries Lafayette, a maior e melhor loja de departamentos de toda a Europa. A dica é olhar para cima e se surpreender com sua fantástica cúpula alaranjada e enorme, datada de 1900 e considerada um monumento histórico.