Até o próximo dia 15, entrará em atividade uma nova empresa em Bauru. Conforme antecipado pelo Jornal da Cidade na edição de 11 de julho deste ano, está em fase final de implantação na cidade a Sina Indústria de Óleos Vegetais, que foi instalada no prédio da antiga Bunge, na Vila Independência. De acordo com o gerente industrial da empresa, Antônio Ângelo de Andrade, serão processadas na unidade 1.500 toneladas de soja ao dia. Também existe a possibilidade do trabalho ser realizado com girassol.
Segundo Andrade, a previsão divulgada anteriormente, de iniciar as atividades no dia 1 de setembro, foi alterada em função do atraso na entrega de alguns equipamentos. Mas o estoque de soja no local já soma mais de 5 mil toneladas do grão.
“Houve atraso na entrega de alguns equipamentos, por isso prorrogamos o início das atividades. Mas entre os dias 10 e 15 deste mês, vamos começar a operar em Bauru. Mais de 200 funcionários já foram contratados, e ainda vamos contratar mais cerca de 50. Alguns deles (dependendo do cargo) foram para a unidade de Santo Anastácio (matriz da empresa) fazer estágio para se adequar aos padrões da empresa, como por exemplo, os classificadores de soja”, observa o gerente.
Segundo Andrade, no início serão processadas aproximadamente 800 toneladas de soja ao dia. Mas no prazo máximo de 70 dias, a indústria estará operando com sua capacidade total - de esmagar 1.500 toneladas de soja ao dia. “No início passaremos por um período de ajuste, mas o objetivo é processar cerca de 1.500 toneladas de soja diariamente”, reafirma Andrade.
O gerente industrial da empresa explica que, após o processamento, o óleo de soja será comercializado a indústrias de alimentos e do setor químico em várias localidades do País. Os investimentos para a instalação da indústria e reforma do prédio não foram revelados.
O farelo será utilizado para a produção de ração animal. Inicialmente a unidade de Bauru da Sina não irá exportar, mas as vendas externas estão nos planos da Sina. Além da logística privilegiada na região central do Estado, Bauru também foi escolhida para a instalação de uma unidade da empresa por possuir um porto seco (a Eadi - Estação Aduaneira Interior).
Produção
A Sina possui unidades em São Paulo e em Santo Anastácio (próximo a Presidente Prudente), onde existe uma refinaria de óleo. Mas sua produção também será comercializada a outras refinarias. Segundo Andrade, a região de Bauru deverá absorver grande parte da produção da unidade, mas a empresa também já tem clientes em regiões como sul de Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
De acordo com informações que estão no site da empresa, a Sina Indústria de Óleos Vegetais Ltda. atua no mercado de soja com o esmagamento de grãos, comercializando seus derivados em todo o Brasil e para outros países. A unidade instalada em Santo Anastácio esmaga, em média, 20 mil toneladas de grãos ao mês, produzindo farelo, óleo e lecitina de soja.
“Todas as etapas da produção são acompanhadas de perto por profissionais qualificados que realizam testes diários em laboratório próprio, utilizando equipamentos modernos para garantir excelentes índices de qualidade”, consta no site.
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Mudança
A Bunge Alimentos, que fabricava óleo, farelo e línter (fibra de algodão de até 12 milímetros) a partir do caroço de algodão no prédio agora ocupado pela Sina, encerrou suas atividades em Bauru no dia 17 de fevereiro de 2006, demitindo 162 dos 180 funcionários que trabalhavam na unidade - aos outros 18 foi dada a opção de transferência.
Localizada na quadra 11 da rua Felicíssimo Antônio Pereira, na Vila Independência, a fábrica funcionava desde 1937 e, quando fechou, processava 150 mil toneladas de caroço de algodão, sua principal matéria-prima.
Na época, a assessoria de imprensa da Bunge informou que a decisão de interromper as atividades na cidade se devia ao fato da plantação de algodão no Estado de São Paulo ser pequena: apenas 7% do total do País. Com o fechamento da fábrica em Bauru, a Bunge passou a industrializar o caroço de algodão em uma unidade do grupo em Rondonópolis, no Mato Grosso.