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De dispensável a inseparável

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

O empresário Orlando Belluzzo Neto, 45 anos, tem telefone celular há muitos anos, mas nunca fez questão de ficar carregando o aparelho para todo canto que ia. Isso até ele conhecer o iPhone.

Durante uma viagem aos Estados Unidos, em abril, ele decidiu comprar o aparelho, movido pela curiosidade. Afinal de contas, os comentários a respeito do telefone eram muitos e todos favoráveis.

Resultado: cinco meses depois, Belluzzo não consegue mais sair de casa sem estar com seu iPhone. “Até então, eu não tinha o costume de andar com celular. As pessoas viviam reclamando por não conseguir falar comigo. Hoje, não consigo sair de casa sem ele”, relata.

A razão para essa dependência, revela ele, é a quantidade enorme de coisas que podem ser feitas com o aparelho. “Ele é tudo, mais o telefone”, resume. E o que é melhor, esse “tudo” cabe no bolso. E olha que Belluzzo ainda não conseguiu desfrutar de tudo que o iPhone oferece, principalmente por não ter a tecnologia 3G funcionando em Bauru e na região.

Mas entre tantas vantagens proporcionadas pelo aparelho, o empresário aponta uma falha. “O aparelho não tem sintonizador de rádio”, reclama ele, que comanda uma emissora de Bariri. A saída é acessar as rádios pela Internet, mas nem todas tem transmissão via web.

Não se pode negar que o aparelho é inovador e até símbolo de status, mas ele realmente tem suas desvantagens. Na hora de manusear o equipamento, o ideal é ter as mãos limpas. Mesmo assim, será impossível manter o visor limpo o tempo todo.

Outro ponto importante, que deve ser levado em consideração: todo mundo quer um iPhone, inclusive os ladrões. Portanto, cuidado.

O empresário José Hermínio Canella, 51 anos, também aponta alguns inconvenientes do iPhone. Segundo ele, o aparelho é maior e mais pesado que os telefones celulares convencionais, o que dificulta um pouco o transporte. Mas de resto, o empresário se derrete em elogios. “Foi uma das melhores coisas que apareceram ultimamente. Hoje, não consigo me ver sem ele”, confessa.

Canella diz que o iPhone facilitou sua vida profissional. Ele não precisa carregar uma máquina fotográfica para fazer as fotos que precisa para a empresa. O iPhone tem uma câmera embutida com resolução satisfatória. Quando precisa do GPS (serviço de localização por satélite), ele recorre ao iPhone.

Quando tem uma reunião importante, o iPhone avisa. “A minha secretária agora anda comigo o tempo todo”, brinca ele, referindo-se à opção que o aparelho tem de avisar quando faltam algumas horas ou minutos para uma reunião. “Antes, eu tinha de ligar para minha secretária para saber dos meus compromissos”, lembra.

Em breve, Canella deverá aposentar seu notebook e ficar só com o iPhone, já que este conta com os mesmos recursos para receber e enviar dados de um computador convencional. Somando todas as economias proporcionadas pelo iPhone, ele acha que o aparelho acaba saindo barato e é uma excelente opção de presente. “Não tem como não agradar”, afirma.

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