Coitado do Bauruzinho, em tão pouco tempo já experimentou de tudo, desde de pichação a ser roubado. Foi até engraçado ver na TV os rapazes tão instruídos entrando com nosso Bauruzinho na delegacia, deve ter havido piadas do tipo: olha só o lanche, está chegando!, ou então: nossa, que visita ilustre. Mas deixando piadas à parte, é muito triste ver que em Bauru temos tão mau exemplo. Jovens que têm o privilégio de poder cursar uma faculdade tão desejada, que não tem a desculpa de dizer que a culpa é da falta da boa educação, como ocorreu no caso da pichação, terem atitudes tão sem escrúpulos.
Coitado do nosso bauruzinho, tantas aventuras em tão pouco tempo em nossa cidade. Peço desculpas em nome da população bauruense aos que idealizaram o projeto, afinal, era pra ser um símbolo de respeito da cidade e não de chacota. Bom, podemos dizer que a culpa de tudo é da falta de segurança no local, da falta de entreterimento em nossa cidade, da falta de berço, sei lá, qualquer coisa, mas não é culpa da falta de caráter mesmo, da mente vazia. Jovens que vão pras baladas já pensando no que vão aprontar, não basta apenas dançar, tem que beber, correr com o carro, roubar, depredar bem público. E olha que isso vem de todos os lados, porque qual a diferença dos jovens inflatores que saem do shopping na sexta à noite e depredam tudo e estes universitários? Nenhuma.
Porque pobre ou rico, com ou sem bom ensino, pode-se ser deliquente, sim. Os jovens hoje em dia não têm limites, e a culpa é de todos nós. Porque se somos bons pais, nos calamos diante dos maus, afinal, cada um na sua, certo? Pra uma geração que curte créus, mulher melancia, baixarias e afins, o que dizer? Por que o teatro fica tão vazio se o preço é o mesmo de uma balada regada a open bar? Freud explica? Bom, voltando ao Bauruzinho. Que tal acabar com o medo dele, porque o coitado já deve estar apavorado com tanta coisa, em breve chegaremos lá e ele estará ao invés de braços abertos nos recepcionando de braços pro alto. Acho que o melhor é colocá-lo em um local com segurança, para o bem dele e da cidade. E tenho dito.
Maria AP. Lima P. Camargo