A atitude dos universitários de levar o bauruzinho do Vitória Régia apenas expõe a fragilidade da segurança na cidade de Bauru. Não é a primeira vez que se assiste a atos de vandalismo contra o obelisco que tanto representa a nosso município e que, aliás, foi dado de presente no aniversário da cidade.
Toco no assunto segurança pública porque a zona sul realmente está à mercê de marginais que apenas sujam a região. A cada dia que passa, são novas pichações, depredações e ataques aos patrimônios públicos. E o que mais chama a atenção é que esses fatos ocorrem em regiões movimentadas como na Nações Unidas e na Duque de Caxias! Fico pensando como isso pode ocorrer sem que ninguém veja. Furtar o símbolo da cidade, sair andando com ele pela rua e não ser parado por ninguém é algo que tem que preocupar os bauruenses.
Eu, como estudante, sei o que é sair pela cidade à noite com medo de que algo aconteça, pois já tive vários amigos assaltados em plena Nações Unidas, a principal avenida da cidade e, diga-se de passagem, a porta de entrada para Bauru.
Vejo que a cidade não está abandonada apenas no quesito limpeza e manutenção da área pública como tantos leitores dizem nesta coluna. Bauru está abandonada também na área de segurança. Nunca vi tantas notícias que abordam o tema no JC como tenho visto nos últimos dias. E até agora só vejo explicações superficiais de autoridades que usam o assunto para mostrar serviço, que até agora eu não vi. O episódio do furto do bauruzinho tem que servir para os futuros novos administradores planejarem seus programas de segurança pública. Caso contrário viveremos no caos e qualquer um poderá fazer o que quiser nas ruas do município sem que seja pego, mesmo que andando no meio das Nações Unidas.
Aelton Aquino, estudante de jornalismo da Unesp