Bairros

Cautela é importante na hora de contratar

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Mesmo com tanta concorrência, os empresários do setor de segurança eletrônica não têm do que se queixar. A média de instalações das empresas de qualquer dispositivo de segurança em residências ou imóveis comerciais é de dois atendimentos por dia. Alguns empresários garantem que superam a marca e atendem, em média, quatro clientes diariamente.

Em Bauru, existem aproximadamente 25 empresas que trabalham nesse setor. Além dessa concorrência, o empresário do setor tem que enfrentar a atuação de aproximadamente 60 autônomos ou empresas paralelas, que, além de abocanharem uma fatia do mercado, trabalham com equipamentos paralelos e por isso podem praticar preços mais em conta.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Segurança Eletrônica (Abese), o consumidor deve fugir desse tipo de negócio. “Antes de instalar qualquer tipo de sistema de segurança em casa ou no seu comércio, é necessário fazer uma pesquisa qualitativa e não quantitativa”, orienta Oswaldo Oggiam, diretor de comunicação da entidade.

O cuidado é fundamental, diz Oggiam, uma vez que, ao contratar uma empresa para instalar qualquer item de segurança eletrônica no imóvel, a pessoa abre sua residência ou comércio para um desconhecido, que tanto pode ser um profissional idôneo quanto alguém que pode mapear o imóvel para uma futura ação criminosa. “É como se estivéssemos dando a cópia da chave do imóvel para alguém que terá livre acesso a sua casa ou empresa”, completa.

Quando existe o monitoramento por Circuito Fechado de TV (CFTV), o problema pode ser ainda maior, já que a empresa ou pessoa responsável pelo serviço tem acesso as imagens da casa ou empresa no momento que quiser.

César Augusto Santos, proprietário de uma empresa de segurança eletrônica em Bauru com dezenas de clientes, alerta que antes de contratar esse tipo de serviço é preciso se cercar de vários cuidados, como conhecer a empresa e quem trabalha nela.

Outra orientação é escolher aparelhos de qualidade. “Tem muita empresa por aí oferecendo o que o cliente procura: preço baixo, mas a maioria não se preocupa nem um pouco com a qualidade do serviço prestado”, afirma.

De acordo com Santos, de cada três novos clientes que chegam à sua empresa, um está insatisfeito com o serviço prestado por outro estabelecimento. “Isso quando o prejuízo não é maior e a pessoa se torna vítima de um furto ou roubo por falha do equipamento instalado”, explica.

Nos últimos meses, a procura pelo sistema de CFTV tem aumentado em todas as empresas ouvidas pelo JC, mas a campeão de procura continua a ser a cerca elétrica. O acessório pode ser encontrado em praticamente todos os bairros da cidade. No Jardim Chapadão, por exemplo, as cerca elétricas já se tornaram um acessório comum.

Hudson Cardia, proprietário de uma empresa de segurança eletrônica na cidade, explica que a cerca elétrica é um item importante, mas que sozinha é facilmente vencida por quem pretende invadir uma residência. “São diversos os casos onde o proprietário instalou cerca elétrica por todo o muro da residência e o ladrão entrou pela garagem. Eles forçam o portão basculante e entram na residência e, se a pessoa não estiver em casa, o ladrão tem o tempo necessário para levar o que quiser do lugar”, afirma.

Cardia orienta a compra de um kit básico de segurança para residências, encontrado de R$ 500,00 a R$ 800,00, dependendo da empresa e da marca dos aparelhos utilizados. “Além da cerca elétrica, é indispensável um alarme, sensores de presença em pontos estratégicos, como portas, janelas e ainda mais dois internos no quarto e sala de estar, onde geralmente estão objetos de desejo dos ladrões”, explica.

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