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Melhoria contínua


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Lei do esforço

Segundo Jack Canfield, em os “Princípios do sucesso”, por volta de 60% das vendas são fechadas somente depois da quarta vez em que o vendedor aborda um cliente em potencial. Entretanto, pesquisas recentes comprovam que 82 % dos profissionais de vendas desistem justamente após a quarta abordagem. As justificativas para isso são diversas, mas na essência está a ausência de prática de esforço.

Empresários, artistas, estudantes, profissionais e atletas que atingem o sucesso passam por experiência de muito esforço. Veja os atletas bem sucedidos: eles determinam o foco, esforçam-se e perseveram até atingir o objetivo, abrindo mão de alguma coisa, geralmente relacionada ao conforto.

Vale aqui lembrar do judoca Eduardo Santos, que quase trouxe uma medalha para o País participando da Olimpíada de Pequim. Aos 14 anos, ele já era faixa marrom, mas só conseguiu a faixa preta 10 anos depois, porque não tinha dinheiro para pagar a mudança de faixa. Lutando contra muitos obstáculos, inclusive uma cirurgia no pé, realizada com dinheiro emprestado de um amigo, Eduardo Santos conseguiu uma vaga na seleção olímpica.

É sabido que para ocorrer um progresso é necessária uma mudança. Para atingir o sucesso é necessário mudar a realidade e se esforçar. Não acredito em nada que não exija esforço. O fácil é ilusório. Basta observar os filhinhos de papai, cujos pais fazem questão de poupá-los de problemas. São inconsistentes e acreditam de forma infantil na fantasia das facilidades. Ilusão somente percebida quando se perde a proteção.

Tudo que é fácil não é valorizado, porque não exige a utilização de valores da alma. O esforço é um valor da alma imperecível. Ele tem a ver com sacrifício, derivada das palavras “sacro”, relativa a sagrado, e “ofício”, pertinente a trabalho.

O esforço utiliza energias interiores, provocando desenvolvimento de disciplina, inteligências, fé, motivação, esperança, coragem, segurança e, principalmente, consistência. Uma vida sem esforço é insignificativa. Pessoas sem objetivo, que não utilizam o esforço, sentem um vazio profundo inexplicável. A vida perde o sentido. É aí que a alma se manifesta.

Na minha opinião, todo departamento de RH deveria valorizar mais no profissional a utilização de seus recursos internos, principalmente o esforço, colocando em segundo plano a utilização de recursos externos. Vejo muitas empresas invertendo isso.

Como é bonito ver gente lutando, se esforçando, por amor, por um ideal, por um sonho e por uma venda. Como é feio ver gente desanimada.

O profissional de vendas deve planejar visitar o cliente em potencial até fechar a venda. Com o maior respeito ao custo x benefício, qualquer alteração dessa regra é pura desistência. Profissional que é profissional não desiste nunca. Amador, sim.

Davison de Lucas é diretor da M.Davison & Associados, consultor organizacional e palestrante.

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