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Kung Fu: Ana Cláudia Fatia embarca na quarta-feira para a Copa do Mundo da China

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

A lutadora bauruense de kung fu Ana Cláudia Fatia embarca quarta-feira para Pequim, onde termina sua preparação para a Copa do Mundo da modalidade, disputada na cidade de Herbin, no norte do país asiático. A lutadora da equipe Garra de Tigre/USP/Semel, treinada pelo professor Richard Leutz, chega à disputa na condição de terceira melhor do mundo, obtida no Mundial do ano passado.

Na capital chinesa, a lutadora e o treinador se juntam ao atleta Emerson Almeida, de Campinas, e ao treinador da Seleção Brasileira, Marcus Vinícius. Serão três dias de treinamentos intensivos em Pequim, antes do embarque à cidade sede da Copa do Mundo. “Os dias (em Pequim) serão para readaptação e treinos. Primeiro faremos a readaptação ao clima e fuso horário e, em seguida, intensificaremos os treinamentos de dois a três períodos”, detalha Leutz.

O treinador chama a atenção para a adaptação quanto à diferença de horário (11 horas) entre Brasil e China, fator que pode influir, de acordo com Leutz, diretamente no desempenho da atleta. “Essa fase (de adaptação) é necessária e influi diretamente na fisiologia. Se não é feita a adaptação, o corpo não rende, resultando diretamente na perda de força nos golpes”, detalha o professor.

Eles embarcam no dia 17 para Herbin, onde Ana disputa a competição até o dia 20. Com o status de primeira mulher das Américas a figurar no evento, a bauruense tem na Copa do Mundo o seu primeiro desafio profissional, justamente na China, onde a modalidade é de grande repercussão. “O evento será transmitido ao vivo para toda a China e na Internet. Para os chineses equivale a uma final de campeonato de futebol no Brasil”, compara Richard.

Tanto Ana quanto o lutador campineiro “carimbaram o passaporte” para a China quando obtiveram a terceira posição no Mundial do ano passado. Leutz afirma ter grande expectativa quanto ao desempenho de sua lutadora, cujas grandes adversárias serão as representantes da Rússia e Irã, além da chinesa E.Mei Die, tida como a grande favorita. “Foi ela (a chinesa) que derrotou Ana no Mundial. A lutadora da China está um degrau acima das demais competidoras e deve ficar com o primeiro lugar”, admite Leutz. “Mas vamos confiantes em no mínimo manter a colocação conquistada no mundial”, vislumbra o treinador, agradecendo o apoio dos patrocinadores.

“Tempero Manero, Bauru 2000 materiais para construção, Lojas Redonda, Ceronne Jeans, Tokuhara Alimentos, Felliti Mat. Radiológicos, SD Tintas, Compac Construção Civil e Saneamento, Bauru Painéis, Nutrisaúde, Asteco móveis p/ escritório e JR Pinheiro, empresas que tornaram a viagem possível”, valoriza.

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