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Casal é acusado de esquartejar filhos

Folhapress
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Ribeirão Pires - Eliane Aparecida Rodrigues, 36 anos, madrasta dos meninos Igor Giovani, 12 anos, e João Vítor, 13 anos, mortos e esquartejados em Ribeirão Pires (Grande São Paulo), foi indiciada por homicídio qualificado, vilipêndio e ocultação de cadáver. Ela confessou ter ajudado seu marido, João Alexandre Rodrigues, 40 anos, a matar e esquartejar os meninos. A Justiça decretou prisão temporária de 30 dias do casal.

O crime ocorreu na noite de sexta-feira - horas depois de as crianças serem levadas à delegacia por um guarda-civil que as encontrou abandonadas na rua na noite anterior. O conselho tutelar foi acionado, mas as crianças foram devolvidas à família.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), somente a madrasta confessou a participação no crime. O pai dos garotos ainda não confessou, por isso ainda não foi indiciado. A Polícia Civil realiza diligências na casa do casal em busca de provas. Eles estão presos provisoriamente na delegacia de Ribeirão Pires.

Rodrigues disse à polícia que seu marido asfixiou os garotos com sacos plásticos. Ela admitiu ter ajudado a queimá-los e esquartejá-los com uma foice. Os sacos com pedaços dos corpos foram achados por lixeiros em frente à casa da família.

A relação entre os garotos e a família era conflituosa e eles chegaram a passar nove meses em um abrigo. A mãe deles saiu de casa. Eles chegaram a viver com uma tia, depois foram para a rua e, em seguida, foram morar com o pai e a madrasta, quando passaram a reclamar de agressões e maus-tratos.

Ontem, o coordenador da Comissão de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Malheiros, afirmou que ainda é cedo para apontar erros por parte da Justiça no assassinato dos irmãos.

Malheiros defendeu a atuação do órgão. “Seguiu o procedimento normal, encaminhando os meninos à casa da família, pois eles não aparentavam ter sofrido agressões e nem apresentavam resistência”, disse.

Segundo o desembargador, se os garotos tivessem reclamado de agressões, o Ministério Público seria acionado imediatamente. “A Corregedoria do Tribunal de Justiça irá apurar o que ocorreu”, disse.

Ao policial que as encontrou as crianças teriam reclamado de agressões em sua casa. Indagado, Malheiros afirmou que a Corregedoria irá avaliar o caso.

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