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Ataque de cão leva Correios a cobrar caixa de correspondência

Por Da Redação | Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Quem não tem caixa coletora para correspondência terá de instalar uma. É que os Correios, visando reduzir o número e a gravidade dos ataques de cães a carteiros, para garantir a segurança e a integridade física dos profissionais, iniciaram uma campanha educativa junto à população dos Estados com maior incidência de acidentes dessa natureza. Em Bauru, de janeiro a agosto deste ano, foram registrados nove ataques num total de 234 carteiros.

Por isso, durante a entrega de correspondência, os carteiros vão identificar as residências que não têm a caixa coletora ou onde ela está mal posicionada. Os moradores serão orientados a corrigir o problema de forma a evitar a exposição do carteiro ao risco de um ataque pelo cão. A campanha dos Correios segue até janeiro.

Quando um carteiro é atacado, dependendo do caso, ele pode ter que se afastar do trabalho para tratamento, e outro empregado, que não conhece o setor nem os moradores, tem que fazer a entrega das correspondências durante o período, o que pode provocar atrasos.

Para a empresa, uma das principais causas do ataque canino é a falta ou a instalação inadequada de caixas receptoras de correspondências. Estas situações obrigam o carteiro a entrar no pátio de residências e lojas, aumentando os riscos de acidentes.

Embora os ataques caninos a carteiros venham diminuindo nos últimos anos (de 2005 a 2007 o número de ocorrências reduziu cerca de 13%), esse tipo de acidente de trabalho figura em terceiro lugar no ranking dos Correios. A caixa de correspondência pode ser adquirida em lojas ou feita pelo próprio usuário com qualquer material, desde que atenda a requisitos mínimos que preservem a integridade dos objetos postais.

Além de proteger as correspondências da chuva e evitar que elas sejam destruídas pelo cão, a caixa facilita a entrega pelo carteiro. Numa loja de material de construção consultada pelo JC, o preço da caixa coletora de correspondência varia de R$ 13,00 a R$ 130,00, dependendo do tamanho e do material.

Edilaine Silva, gerente da loja, explica que a mais barata é a de plástico, do tamanho padrão de um envelope. Já as caixas de materiais mais resistentes, como chapa de aço, e maiores, que cabem jornal e revista, são mais caras. “Mas temos caixa de R$ 60,00 e de até R$ 130,00”, explica ela que ainda não sentiu aumento nas vendas por conta da campanha dos Correios. “O mais comum é colocar a caixa de correspondência na hora do acabamento da casa, não depois de pronta”, comenta.

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