Polícia

Filha confessa ter ateado fogo ao corpo da mãe já morta após pauladas na cabeça

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Um crime hediondo foi registrado ontem pela manhã na Vila São Manuel, em Bauru. Uma moça de apenas 21 anos é acusada de ter matado a própria mãe, cujo corpo foi encontrado carbonizado na cozinha da casa onde morava, situada na quadra 1 da rua Judite França Costa. Daiane Cristina Barbosa confessou ter ateado fogo no corpo de Maria Nilcéia Barbosa, 39 anos. Antes, no entanto, a vítima foi golpeada com pedaços de pau na região da cabeça.

Segundo informações obtidas no Instituto Médico Legal (IML), ela morreu em virtude do trauma, não do fogo. Desavenças por conta da guarda do filho de Daiane teriam resultado no crime, segundo a indiciada alegou no plantão da Polícia Civil. Informações extra-oficiais dão conta que Maria Nilcéia teria obtido na Justiça o direito de criar o neto. Quando foi encontrada morta, até a hipótese de suicídio foi aventada.

Mas com a ajuda de um cão sem raça definida da vítima, a Polícia Militar (PM) fez diligências nas imediações da residência e encontrou uma sacola com roupas sujas de sangue. Frente a blusa, calça e chinelos apontados por duas testemunhas como sendo de Daiane, ela não teve outra alternativa senão admitir o delito. Foi presa em flagrante por homicídio qualificado, cuja pena pode chegar a 30 anos de reclusão.

Na delegacia, demonstrou estar arrependida, confirmou o delegado Ronaldo Divino, que registrou o caso. De acordo com ele, Daiane contou ter sido auxiliado por um cunhado, que havia passado a noite na casa dela. Até o fechamento dessa edição, o rapaz (que seria adolescente) não havia sido encontrado. Mãe e filha moravam no mesmo terreno. A vítima na casa da frente e a indiciada numa espécie de edícula, com acesso à rua de trás.

Segundo o relato da acusada, ela e a mãe discutiam no quintal entre os imóveis, quando o rapaz desferiu as pauladas. As marcas de sangue na área externa teriam sido lavadas pelos dois, informa o delegado. Desacordada, Maria Nilcéia foi levada para a cozinha, onde havia sangue. No local, Daiane jogou o álcool acondicionado numa garrafa pet e ateou fogo. Depois, fechou a casa e foi trabalhar. No horário do almoço, retornou para o imóvel e lembrou-se de se desfazer das roupas, deixadas próximo ao Córrego da Grama.

Na seqüência, acionou Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e vizinhos para comunicar a morte de Maria Nilcéia, também mãe de um garoto de 10 anos. Sem saber do crime, ele reconheceu as roupas da irmã, assim como uma vizinha. Até ontem à noite, o menino ficaria com familiares, assim como o filho de Daiane, de apenas 3 anos. Vários parentes de Maria Nilcéia e de Daiane estiveram ontem no plantão da Polícia Civil, mas preferiram não prestar declarações.

Um deles, porém, comentou sobre as constantes queixas de Maria Nilcéia com relação à filha. Entre os problemas estaria o fato da moça ser amásia de um rapaz que está preso. Ele é o pai da criança, cuja guarda estaria sendo disputada. Até o fechamento dessa edição, Daiane seria encaminhada à cadeia pública de Avaí ou Pirajuí.

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