“Eu não gosto de bauru não, eu gosto é de misto-quente!”. É assim, brincando e cheio de descontração, que Sérgio Reis dá início à entrevista ao Jornal da Cidade, por telefone, para falar dos seus novos projetos. O músico acaba de lançar o CD “Coração Estradeiro” - o primeiro de inéditas em cinco anos - e prepara a gravação de um DVD para comemorar seus 50 anos de carreira.
“É uma vitória. Conseguir se manter durante meio século não é fácil. O resultado é fruto de muito trabalho e dedicação, com o qual fui conquistando as pessoas pouco a pouco”, comemora Sérgio.
O novo CD, composto de 16 faixas, alia antigos sucessos com músicas inéditas, entre modas de viola, batidões e canções com levadas mais românticas. Entre as regravações estão os clássicos “Triste Berrante” e “Comitiva Esperança”, sucesso da trilha sonora da novela “Pantanal”, que era exibida pela extinta TV Manchete. “Aproveitamos a exibição da novela no SBT e decidimos regravar este sucesso”, conta.
Já entre as inéditas estão “Tá Sobrando Muié”, “Coração Estradeiro”, música-título do álbum na qual o músico narra a rotina dos caminhoneiros, e “Bando de Vagabundo”. “Essa última é bem animada. Conta a história das mulheres que saem para fazer excursões enquanto os maridos ficam na ‘gandaia’”, explica Sérgio entre uma palinha e outra.
O novo trabalho conta ainda com as participações de Roberta Miranda, na faixa “Terra Genuína”, de Dominguinhos, em “Hoje Ninguém Fica Só”, e de Durval e David, em “Herói sem Medalha”.
“Coração Estradeiro”, entretanto, é apenas um ‘aperitivo’ para o projeto principal de Sérgio Reis: a gravação de um DVD em comemoração aos 50 anos de carreira, prevista para o final deste ano. A gravação será realizada no Teatro Municipal de São Paulo com a participação da orquestra e regência do maestro Júlio Medaglia. “O Júlio também faz 50 anos de carreira este ano, então vamos comemorar juntos. E juntos, somamos logo 100 anos. Vai ser lindo”, planeja, ansioso.
Além do show, o DVD pretende trazer ainda um documentário sobre a carreira de Sérgio, com imagens de lugares importantes para o cantor e depoimentos de amigos e pessoas que acompanharam sua vida e carreira. “Uma delas será a ‘dona’ Wilma, minha parteira, que está com 92 anos e muito sóbria. A casa em que eu nasci também está de pé e vamos filmá-la. Todas essas coisas serão lembradas”, adianta o cantor, que pretende finalizar o projeto no ano que vem.