Internacional

Bolivianos tentam cortar fornecimento de gás para o Brasil

Por Folhapress | Com Reuters
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La Paz - Manifestantes invadiram uma estação de gás no sudeste da Bolívia sem conseguir cortar a exportação de gás natural para o Brasil, em um endurecimento dos protestos da oposição regional contra o governo esquerdista do presidente Evo Morales.

Além da tomada de uma instalação de distribuição de gás em Tarija, vários outros episódios de protestos de oposicionistas bolivianos tendo organismos estatais como alvo foram registrados nos departamentos de Santa Cruz e Beni, além da própria capital de Tarija. Na maior parte deles, braços radicais de organizações civis tomaram prédios públicos e aeroportos.

Em Santa Cruz, centenas de membros da radical UJC (União Juvenil Cruzenha), ligada ao comitê cívico local e ao governo do departamento, tomaram as instalações do Serviço Nacional de Impostos, segundo o jornal “La Razón”. Horas antes, de acordo com a rádio Erbol, cerca de 50 militares haviam conseguido evitar uma primeira investida opositora.

As sedes do Instituto Nacional de Reforma Agrária e da empresa estatal de telecomunicações Entel na cidade também foram tomadas e saqueadas. Relatos davam conta ainda de vários confrontos entre membros da UJC, que utilizavam artefatos explosivos, pedras e paus, e policiais e militares, que respondiam aos ataques com gás lacrimogêneo.

Fonte oficial acrescentou que uma informação preliminar dos operadores do gasoduto, que conecta os campos do Chaco com os gasodutos internacionais, indicou que as exportações para Argentina e Brasil “não sofreram alteração”.

O Ministério de Minas e Energia do Brasil informou que está monitorando a crise boliviana, mas que até o momento o fornecimento de gás da Bolívia está normal.

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