Se tinha um pessoa que sabia escrever neste país esse era Fausto Wolff. Jornalista sem frescuras e sem medo da censura, era um escritor de primeira. Fausto escrevia de uma maneira tão fácil e compreensível que em seu texto a língua portuguesa era mais que simples palavras: traduziam um sentimento do mundo.
Fausto Wolff sempre enfiava o dedo na cara das ditaduras e dos ditadores, ensinando que não devemos ter medo da verdade e, quem tem o dom de escrever, deve sempre mostrar que o rei está nu e nunca ficar ao lado dos poderosos.
Considerado maldito pela grande imprensa, que o escondia, Fausto escreveu vários livros importantes para a literatura nacional, entre eles “O massacre de Sabra e Shatila”, um libelo contra as guerras e o intervencionismo. Contista de histórias verdadeiramente realistas, diretor de peças teatrais, um artista. Fausto Wolff vai deixar uma lacuna irreparável ao jornalismo tupiniquim.
Para saber mais sobre Fausto Wolff, acesse: http://butecodoedu.blogspot.com/2006/08/entrevista-fausto-wolff.html (http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernob/2005/12/05/jorcab20051205013.html.
Pedro Romualdo