O procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, esteve ontem em Bauru para uma reunião de trabalho com os promotores do município e da região. Foi a última de uma série de reuniões que foram realizadas em todas as regiões do Estado. Segundo ele, os encontros serviram para levar aos promotores informações sobre as mudanças que estão sendo feitas na estrutura, organização, métodos de trabalho e informatização.
Em geral, os temas das reuniões realizadas até o momento foram as metas de atuação do Ministério Público, a nova estrutura do Centro de Apoio às Execuções (Caex) e dos serviços oferecidos aos promotores de Justiça em suas atividades de execução. Outras questões foram abordadas, como o diagnóstico das instalações físicas e dos recursos humanos abrangendo o Ministério Público em todo o Estado, e a atuação da Assessoria Eleitoral, implantada pela Procuradoria-Geral para dar apoio aos promotores em razão do período das eleições municipais.
Antes do encontro com os promotores, Vieira assistiu uma instrução de tiro defensivo e uma demonstração feita pelo coronel reserva PM Nilson Giraldi, no Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4). No local ele conversou com o Jornal da Cidade e falou sobre o caso dos grampos telefônicos que estão sendo investigados em Brasília.
Para ele, não só pelo fato de ser o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mas grampear qualquer cidadão causa bastante indignação. “É um fato que causa repugnância, porque o cidadão de um modo geral, assim como as autoridades, têm que ter sua privacidade preservada. Então isso não se adequa a um estado democrático, em que as liberdades são respeitadas. Então nós vemos com repugnância esses gestos, que mais se aproximam de um estado policialesco, totalitário, do que um estado democrático”, frisou.
Vieira comentou ainda sobre a greve da Polícia Civil. Para o procurador-geral, é algo que preocupa todos os segmentos, mesmo entendendo que o Supremo Tribunal Federal (STF) já sinalizou que o movimento é legítimo. “Causa preocupação, mas é um movimento que tem uma previsão legal, segundo orientação do STF”, disse.