Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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AMOR E ÓDIO

Se os cartolas e os técnicos não batem escanteio e nem perdem pênaltis, muito menos os cronistas esportivos. Agora, alguns noroestinos, que por sinal nem moram em Bauru, alfinetam a imprensa, como se ela tivesse alguma culpa no fracasso do Noroeste no Campeonato Brasileiro da Série C. O Álvaro, que mora em Piracicaba e não revelou o sobrenome, pergunta porque não esculhambamos o time. Amigo, existe ética, respeito, moderação. Já afirmei que o time é o pior dos últimos anos, que fez uma campanha vexatória e não teve competência contra Ituiutaba, Guarani e Ituano. Isso não é crítica? Queria que a gente xingasse a mãe dos caras? O Mauro - acho que o sobrenome é Rosa - pergunta porque a imprensa de Bauru tanto defende Luiz Carlos Martins. Já expliquei várias vezes. Do elenco de 40 jogadores, o treinador indicou apenas quatro. Não contou com bons reforços e por isso não teve opções, sendo obrigado a improvisar. Edylton e muitos outros são fracos, enquanto Bruno Soares foi bem na Portuguesa e arrebentou no Marília. Ninguém poderia adivinhar que fracassaria no Norusca. O torcedor noroestino, que mora em Garça, pede a volta de Damião Garcia e a saída do filho Fernando. Caro amigo, a coisa não se resolve assim tão fácil. Envolve família, saúde, dinheiro e algo mais. Mauro quer também Luiz Carlos Martins e Joice Queiroz fora do Noroeste. Já o Luiz Cestari, noroestino de Campinas, diz que faltou qualidade da comissão técnica, dos jogadores, torce para uma limpeza geral e defende a volta do técnico Paulo Comelli. Diz, ainda, que a imprensa daqui é morna e conivente com o poder do Noroeste. Concordo com o listão e a falta de qualidade, mas não com a conivência. Pode até ser morna, porque nada é perfeito, mas conivência é coisa de sua cabeça. Não sei se o leitor Luiz morava em Bauru, em 2002, quando Damião salvou o Norusca da falência. Como os esportistas e empresários não se habilitam em ajudar - ou não ajudam como deveriam, até hoje a família Garcia segura as pontas. Se largar, quem vai assumir o clube? Entendo o torcedor, que sempre teve uma relação de amor e ódio com o time, só acho que antes de falar certas coisas, deve-se pensar duas vezes.

QUE VEXAME!

O menor público num estádio, em toda a história da Seleção Brasileira, viu um vexame histórico da equipe nacional, que não foi além do 0 a 0 diante da lanterna Bolívia. Os poucos que se arriscaram em ir ao Engenhão se irritaram com o empate sem graça, vaiaram Dunga e seus “anões” e exageraram ao pedir a convocação do flamenguista Obina - além do tradicional coro “Adeus, Dunga”. O primeiro tempo foi para ser apagado, e o time de Dunga foi vaiado. O segundo continuou fraco, e, apesar de ter um homem a mais, o Brasil não soube aproveitar, ficando quase o tempo todo com a bola, mas não teve competência para superar a forte retranca do adversário. Faltando 15 minutos para o término, Dunga tirou Ronaldinho Gaúcho, que está acima do peso, em má fase e deixou o campo vaiado. Saiu também Diego, que era o melhor - digo, o menos ruim -, mas Robinho, que teve uma noite de peladeiro, continuou em campo. Apesar do vexame, o Brasil continua em segundo lugar.

“DUNGA ARGENTINO”

A exemplo do seu colega Dunga, da Seleção Brasileira, Alfio Basile, técnico da Argentina, continua com a corda no pescoço. No empate com o Peru, em Lima, os hermanos abusaram do direito de jogar mal. O placar de 1 a 1 foi injusto para os peruanos, que dominaram totalmente o tempo todo e tomaram o gol a sete minutos do fim. Torcedores e imprensa portenha estão caindo de pau em cima de Basile.

AMADORZÃO

“Podem me cobrar. O time vai crescer muito durante a competição”, prometia o então técnico do Cometa Ajax, o manauara Bezerra. Agora com Bezerra em campo, ditando o ritmo, o Cometa vem realmente subindo de produção a cada jogo. Deu um show na vitória sobre o Parquinho.

FALA SÉRIO

A única “coisa boa” que Robinho fez no jogo de quarta-feira foi cavar a expulsão do boliviano. O atacante falou o que todos já sabiam: a falta de qualidade da Seleção”. No Campeonato Sul-Americano - agora Copa América - de 1949, o Brasil venceu a Bolívia por 10 a 0, em São Januário. Nas Eliminatórias para a Copa de 94, 6 a 0, no Recife. Hoje em dia, não conseguimos ganhar dos bolivianos.

MEMÓRIA

Última rodada do quadrangular final da Taça de Prata/1969, o Robertão: Palmeiras 3 x 1 Botafogo, no Morumbi. Palmeiras campeão, Corinthians em segundo, Botafogo em terceiro e Cruzeiro em quarto. Os gols foram de Ademir da Guia 2 e César. Ferreti descontou. Árbitro: Armando Marques. Palmeiras: Leão; Eurico, Baldocchi, Nélson e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Cardoso (Serginho), Jaime, César e Pio (Copeu). Técnico: Rubens Minelli. Botafogo: Cao; Luiz Carlos, Moisés, Chiquinho e Valtencir; Leônidas (Ademir) e Afonsinho; Jairzinho, Ferreti, Humberto e Torino (Zequinha). Técnico: Zagallo.

CURIOSIDADE

Em 1969, o presidente Arthur Costa e Silva sofre uma trombose e o vice, Pedro Aleixo, é impedido de assumir. Uma junta de três militares dirige o País. Costa e Silva morre em 17 de dezembro de 69.

AQUELE ABRAÇO

Luiz Carlos de Souza, concordo contigo: tapetão não é fácil, mas existe. Em qualquer esporte, e não apenas na F-1. Segundo o amigo, justa punição a Lewis Hamilton, pois a manobra do piloto inglês foi irregular naquele momento. Luiz Carlos, aquele abraço.

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