“Greening - Não tem quebra-galho, tem que arrancar”. Esse é o slogan da campanha de comunicação que o Governo do Estado de São Paulo realiza durante o mês de setembro para a conscientização do produtor no combate ao greening nas principais regiões produtoras de citros. Além dessa ação, estão sendo realizados seminários regionais, organizados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio dos seus órgãos de extensão e defesa agropecuária, com parceria também do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), compostos de palestras técnicas e demonstrações da importância da erradicação da planta doente.
Os seminários ocorrem neste mês, reunindo produtores e técnicos das casas de agricultura, sob coordenação da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral da Pasta (Cati), informações dos técnicos da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), responsável pela fiscalização e recebimento dos relatórios semestrais de inspeção e erradicação das plantas, conforme previsto na legislação. Nos eventos, também o Fundecitrus participa na mobilização e apoio técnico.
A campanha de mídia estará centrada em anúncios nas televisões e rádios das áreas citrícolas, assim como outdoors e painéis nos municípios com grande incidência da doença. Calculada em R$ 2 milhões, a campanha faz parte de solicitação do setor, ao governo do Estado, para a conscientização do produtor.
A Instrução Normativa 32 determina que o citricultor é responsável pela inspeção dos pomares e erradicação das plantas doentes, informando a cada seis meses, em relatórios entregues à CDA, sobre o trabalho realizado. Hoje, a doença está presente em 190 municípios paulistas.
“O empenho do governo é para que o citricultor arranque as plantas doentes. Hoje, temos cerca de três milhões de plantas contaminadas, cuja doença não respeita propriedade. Então, ela se espalha rapidamente, trazendo enormes prejuízos econômicos”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, João Sampaio. Ele explica que o investimento do Estado no combate à doença também inclui fiscalizações, mobilizações dos técnicos de extensão e a organização de todo o trabalho de informação.