Para tentar diminuir as ocorrências de violência que a escola estadual Ayrton Busch, no Parque Jaraguá, vem enfrentando, a Diretoria Regional de Ensino (DRE) solicitou ao comando da Polícia Militar (PM) aumento policiamento na região. Anteontem, uma aluna e uma coordenadora da escola, foram agredidas com pedradas por um grupo de adolescentes.
De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Educação, a DRE se reuniu com o comando do 4.º Batalhão da PM do Interior (BPMI), pedindo reforço de patrulhamento para a unidade de ensino. Outra medida já adotada foi intensificar o trabalho dos inspetores que acompanham a entrada e saída de alunos da escola.
Segundo a assessoria de imprensa da pasta, foi recomendado aos professores, funcionários e direção da escola a não entrar em confronto com os adolescentes que causam tumulto na escola. A orientação é a qualquer ato de indisciplina ou ameaça de violência acionar a polícia.
Na tarde ontem, o Jornal da Cidade foi procurado por uma moradora do bairro. Ela conta que é aluna e mãe de aluno da escola Ayrton Busch e lamenta a situação de vandalismo e a falta de segurança na escola.
Porém, ela afirma que o problema poderia ser resolvido com uma ação mais eficiente da Justiça, já que os autores das depredações e agressoões que têm se tornado freqüente no local, são adolescentes já identificados.
Pedradas
No boletim de ocorrência registrado para apurar o incidente de anteontem, quatro adolescentes foram indicados como sendo autores das pedradas. Um professor falou à reportagem que um grupo de seis alunos e ex-alunos da escola é responsável pelas depredações, inclusive o destelhamento de parte do prédio da unidade de ensino, e pelas ameaças e agressões verbais a professores, alunos e funcionários da escola.
Para esta mãe e aluna, que pediu para não ser identificada, a diretora da escola não é responsável pela situação. “Ali tem excelentes professores e uma ótima equipe. Mas falta a presença da Vara da Infância, do Conselho Tutelar. A direção não tem mais o que fazer”, diz.
A agressão de anteontem será averiguada pela Delegacia da Infância e Juventude (Diju).