Reforçando a mobilização pela manutenção em Bauru do escritório regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o deputado federal Milton Monti (PR) enviou ofício ao presidente do órgão, Roberto Messias Franco, e ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reivindicando o não fechamento da unidade na cidade. E Monti está aguardando a resposta ao pedido de audiência com Franco para discutir o assunto.
O deputado pretende argumentar que a possível desativação do Ibama em Bauru poderá prejudicar a fiscalização de ecossistemas e interromper projetos em andamento. Além disso, lembrará que a localização estratégica, no centro do Estado de São Paulo, e o fato de ser entroncamento rodo, hidro, aero e ferroviário aumentam a importância do escritório de Bauru, informa a assessoria de Monti. O escritório regional do Ibama em Bauru atua nas áreas de fiscalização, controle e licenciamento dos setores de flora, fauna, pesca e mineração.
A unidade, coordenada por Lélia Lourenço Pinto, possui outros dois funcionários e é responsável pelo atendimento de 78 municípios da região. O processo de reestruturação do Ibama, que pode culminar com o fechamento do escritório de Bauru, teve início em 2007 com a edição da Medida Provisória 366/07, que criou uma nova estrutura para o Ministério do Meio Ambiente e propôs a divisão do Ibama, com a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Com a segmentação, o Ibama ficará responsável pela área de licenciamento ambiental e fiscalização. Já o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ficará responsável pela manutenção de unidades de conservação ambiental, como parques nacionais e centros especializados.
A articulação para manter o escritório do Ibama de Bauru envolve também o deputado federal José Paulo Tóffano e várias entidades, como a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag) e Sindicato dos Engenheiros de Bauru e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).