Quase um ano depois de ser anunciada, a contratação de serviço de monitoramento eletrônico como suporte à política municipal de combate à dengue chega às ruas neste mês, conforme a Prefeitura de Bauru, com a implantação de 1.400 armadilhas distribuídas por diferentes regiões.
A previsão é que o dispositivo alcance uma a cada 10 ou 12 quadras. Entretanto, a continuidade do serviço, contratado ao valor de R$ 197.970,00 por quatro meses, dependerá da vontade do próximo prefeito. O monitoramento espalha armadilhas que, através de um tipo de ferormônios, atraem as fêmeas do mosquito Aedes aegypti (transmissor da doença).
O monitoramento dos focos permite ao gestor atuar de forma direcionada nos locais com maior incidência de ploriferação. “A Secretaria Municipal de Saúde informa que se reunirá na próxima semana com representantes da empresa responsável pelos equipamentos de combate à dengue para definir a realização de capacitação técnica e instalação dos aparelhos”, contou a assessoria da prefeitura.
A Secretaria de Saúde contratou o sistema que inclui as armadilhas plásticas, os palm-tops e o software. A decisão de realizar o monitoramento eletrônico da dengue foi feita em outubro do ano passado, quando o secretário municipal de Saúde, Mário Ramos, anunciou a medida durante a cerimônia de criação do Comitê Regional de Combate a Dengue, realizado no Teatro Municipal de Bauru.
“O monitoramento do mosquito é eletrônico e repassado na hora para um computador manual ou um tipo de GPS. Vamos espalhar armadilhas em pontos estratégicos da cidade, conforme os indicadores de maior presença que temos como no Parque Jaraguá, e receber os dados para agir. A armadilha funciona com ferormônio instalado em um recipiente de plástico que atrai a fêmea, transmissora da doença”, explicou Ramos.
O sistema está sendo contratado junto à uma empresa mineira (Ecovec Ltda) que detém a patente, sem necessidade de licitação. O monitoramento eletrônico com o uso do equipamento batizado de mosquitrap foi desenvolvido pelo biólogo bauruense Álvaro Eduardo Eiras.
O sistema permite atrair as fêmeas. Um técnico recolhe os dados em horas, no mesmo dia, envia para a central na hora pelo palm-top e em poucos minutos a base de informações gera o diagnóstico. A maior incidência das fêmeas em determinada região é levantada antes do ciclo do vetor se completar, o que facilita a ação de combate.
Mas a administração municipal não se ilude quanto ao alcance do dispositivo no combate ao mosquito. “É preciso ficar claro que a prefeitura não vai resolver nada com o monitoramento eletrônico, vai ampliar a ferramenta de combate. Nós podemos impedir o aumento dos focos e controlar. Mas o mosquito vive em sua maioria nas casas das pessoas, em vasos, atrás da geladeira, em locais com água parada nos quintais”, advertiu Ramos.