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Check-up ganha espaço entre os homens

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Aceito mais facilmente entre as mulheres, o exame pré-nupcial ainda enfrenta rejeições entre os homens. Não saber da existência desses diagnósticos específicos é a principal desculpa entre eles. “É muito freqüente os homens não fazerem os exames antes de se casarem e descobrirem que são inférteis, uma questão que poderia ser conhecida antes”, analisa o urologista Aguinaldo Nardi.

Embora a resistência da ala masculina seja grande, já há quem tenha aceitado se submeter aos testes em nome da prevenção e em benefício de uma vida mais saudável a dois. Este é o caso do bancário Silvestre Vasconcellos Jarussi, 49 anos.

A vida toda preocupado com a saúde, quando ficou noivo da bancária Elaine Cristina dos Santos Malagoli, em 2007, Jarussi decidiu passar por uma bateria de exames para checar se tudo estava bem. Como, à época, ele era praticante assíduo de ciclismo, o resultado do espermograma apresentou baixa concentração de espermatozóides.

Preocupado, reduziu a carga de exercícios sobre o selim da bicicleta e refez o exame há cerca de uma semana. “Com essa mudança de hábito, agora está tudo normal”, afirma. Por já ter passado dos 40 anos, o bancário também teve a próstata novamente examinada. “Achei necessário fazer tudo de novo, para ficar 100% antes de casar”, avalia ele, que trocará alianças no mês que vem.

A noiva Elaine, 33 anos, salienta que os exames, além de prevenir doenças, também foram uma manifestação de carinho e preocupação com o companheiro. Ela acredita que todos os casais devem se submeter aos exames assim que começarem a pensar em juntar as escovas de dentes, principalmente quando decidem suspender o uso de preservativos ainda durante o namoro.

“Se a pessoa deixa para fazer esse tipo de exame muito próximo do casamento, o que vai acontecer se ela tiver uma notícia ruim? Certamente vai estragar o clima de festa”, imagina.

Empurrão

Também preocupados em se atencipar, o casal Kátia e Eduardo Bailone procuraram seus respectivos médicos para realizar o pré-nupcial três meses antes do matrimônio. A desinger de interiores Kátia, 32 anos, revela que precisou dar um ‘empurrãozinho’ para convencer o marido mas, no final, tudo correu bem.

Embora nenhuma desordem tenha sido diagnosticada, ela salienta que os exames lhe deram tranqüilidade para que pudesse encarar uma nova etapa em sua vida. “São muito importantes para prevenir algumas doenças, tratar de problemas que você possa ter e não sabe, ou então para ter certeza de que você está com a saúde em dia”, pondera.

Casados há três anos, eles ainda não têm filhos. No entanto, com a saúde garantida, dizem já estar programando uma ‘encomenda à cegonha’ ainda para este ano.

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