Bairros

Na Capital, crescimento é vertical

Da Redação
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Diferente de Bauru, onde espaço não falta para que as favelas aumentem ainda mais, as comunidades carentes da Capital crescem para o único lado possível: para o alto. As vielas existentes nas comunidades não deixam dúvidas que quem precisar aumentar a casa para receber a família terá de investir em barracos de dois ou até três andares.

Ao contrário de Bauru, onde a maior parte das favelas existentes é formada por barracos de madeira, grande parte das casas que formam as 1.565 favelas de São Paulo é construídas de alvenaria e isso possibilita que o proprietário aumente o imóvel no sentido vertical.

Os motivos para que os moradores de lá realizem obras para aumentar os barracos são parecidos com os daqui. De acordo com uma matéria publicada pelo Jornal Diário de São Paulo, genros, noras e netos são os responsáveis pelo “puxadinho” no barraco. A maior parte das favelas formadas na Capital está na sua terceira geração e todos moram juntos.

A identidade com a comunidade e a falta de espaço para construção de novos barracos fazem com que os filhos raramente deixem o local onde foram criados e acomodem seus descendentes na casa onde a família viveu.

Em São Paulo, mesmo com um tímido processo de desfavelamento realizado pelos governos municipais, cerca de 1,5 milhão de pessoas vivem em moradias construídas de forma irregular em terrenos particulares ou que pertencem ao município.

A maior favela da Capital é a de Heliópolis, com 18.080 domicílios, em Bauru a maior continua sendo a Ferradura Mirim, com 516 domicílios, segundo levantamento realizado pela Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes). Em 2004, eram 962 habitações.

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