Política

Em debate, privatização volta a ‘cutucar’ Caio no colégio Batista


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A privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE) voltou a ser citada no debate do Colégio Batista entre os candidatos a prefeito realizado ontem à noite. A pergunta foi endereçada ao candidato Caio Coube (PSDB), que intensificou nos últimos dias inserções no horário eleitoral para desmentir que fez a declaração de vender a autarquia de água. Durante duas horas, sob mediação do jornalista Kléber Santos, estiveram os candidatos Caio Coube (PSDB), Rodrigo Agostinho (PMDB), José Leme (PHS) e Márcia Camargo (PSOL).

A privatização do DAE, no entanto, vem tomando conta nos últimos dias da campanha e o próprio PSDB tem dado visibilidade devido o desmentido que faz no horário da propaganda eleitoral (leia texto nesta página).

Coube voltou a ser questionado se vai abrir mão da privatização do patrimônio público como fonte de receita ou fazer igual aos companheiros de partidos em São Paulo.

Coube admitiu que o grande desafio é aumentar a capacidade de investimento da prefeitura de Bauru num curto prazo na infra-estrutura urbana. Ele prometeu aumentar a arrecadação sem aumentar impostos. Evitou citar a privatização do DAE, mas afirmou que vai licitar a folha de pagamento para levantar recursos.

A maior parte das perguntas foi de alunos, mas as mais polêmicas foram as enviadas via internet pelos pais dos estudantes. Rosa Izzo foi convidada, não compareceu e nem deu satisfação aos organizadores.

Leme fez pesadas críticas à imprensa no final de seu pronunciamento, mas na maior parte do debate arrancou risos da platéia com suas propostas mirabolantes.

Agostinho foi questionado por um dos alunos sobre como pretendia governar o município se seria igual quando cuidou das áreas verdes no período em que ocupou a Secretaria de Meio Ambiente.

Essa pergunta saia justa, o peemedebista respondeu dizendo que, no período de 1 ano e 3 meses que esteve à frente da secretaria, a verba de adiantamento foi de R$ 500/mês para cuidar de 700 praças da cidade. “A prefeitura perdeu totalmente a capacidade de manutenção da cidade. Esse vai ser o grande desafio, garantir que empresas como a Emburb garantam as limpezas dos espaços públicos”, justificou o peemedebista.

No debate do Colégio Batista, José Leme (PHS), roubou a cena ao criticar a imprensa local e chamar os jornalistas de “marca barbante e vagabundos”. Ele reclamou do conteúdo de entrevistas concedidas aos veículos da cidade e disse que estes estavam a serviço de Caio.

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