Política

Candidatos rejeitam municipalizar ensino

Da Redação
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Os cinco candidatos a prefeito de Bauru presentes ao debate, ontem à noite, sobre educação promovido por entidades do magistério na sede da Associação dos Ferroviários assinaram um compromisso de não municipalizar o ensino de primeiro grau. O documento foi apresentado no final do encontro, mediado por Ademir Elias.

A recente decisão do Conselho Estadual de Educação (CEE) de antecipar a municipalização da educação tem preocupado a categoria dos professores.

O assunto ganhou relevância na campanha devido o anúncio da antecipação para 2009 de transformar a pré-escola da educação infantil em 1º ano do ensino fundamental.

Durante duas horas e meia, Caio Coube (PSDB), Rodrigo Agostinho (PMDB), Clodoaldo Gazzetta (PV), Márcia Camargo (PSOL) e José Leme (PHS) responderam a perguntas de professores e da platéia em quatro blocos. A candidata Rosa Izzo (PDT) não compareceu ao debate.

Os cinco disseram que se eleitos não vão municipalizar a Educação, nem terceirizar a merenda escolar e prometeram aprovar um novo Estatuto do Magistério Municipal.

O anteprojeto ainda engavetado na Secretaria de Administração, segundo o Rodrigo Agostinho, não ouviu a categoria.

Coube foi perguntado em vários momentos sobre privatização e municipalização do ensino, mas negou que seja essa sua proposta de governo. “Não vou privatizar o DAE e em nenhum momento vou levar isso adiante. Vou me comprometer em assinar o documento pela não municipalização do ensino fundamental”, disse.

A candidata do PSOL, Marcia Camargo cobrou que será necessário um prefeito de pulso forte para resistir a municipalização da educação e defendeu greve geral para contestar a proposta. “Tem quer ser firme e o próximo prefeito tem que pertencer a um grupo unido na hora de enfrentar esse desejo de municipalização”, disse a candidata socialista.

Na maior parte das explanações todos disseram a favor de mais investimentos na educação e na valorização dos professores. Não houve troca de farpas, mas indiretas do tipo de lembrar sobre incidentes da Polícia Militar com professores nos governos Paulo Maluf, Orestes Quércia e de Mário Covas.

Diferente do debate no Colégio Batista, quando foram feitas críticas os jornais locais, no final do debate de ontem, ao responder à pergunta sobre a mídia, o peemedebista Rodrigo Agostinho disse que tem que ter respeito pela imprensa. “Num estado democrático, temos que assegurar a livre manifestação da imprensa local. Isso é base da democracia”.

Sobre pesquisas eleitorais, ele admitiu dúvidas quanto à metodologia, porque Bauru tem mais de 300 bairros e a pesquisa pode ser dirigida, conforme a metodologia adotada, e direcionar a opinião do eleitor. “A metodologia tem que ser mais clara, porque vem sendo feita com margem de erro muito grande. Há redutos eleitorais de candidatos que podem sim interferir no resultado final das pesquisas eleitorais”, disse o peemedebista.

Ele lembrou que em outras eleições municipais foram divulgadas pesquisas eleitorais que o resultado foi bem diferente do dia do pleito. “A pesquisa é um instrumento interessante de campanha para saber o perfil do eleitor e direcionar a campanha”, declarou.

José Leme atacou as pesquisas eleitorais. Segundo ele, na eleição de 2000 os institutos de opinião apontavam a vitória de Pedro Tobias, candidato a prefeito, mas Nilson Costa acabou se elegendo. “As pesquisas não deveriam ser divulgadas, elas só deveriam ser para consumo interno do partido”, disse.

Na opinião dele, os institutos de pesquisas têm que ser isentos de empresários e meios de comunicação.

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