Polícia

PMs ameaçam evitar flagrantes

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

O registro de flagrantes no plantão da Polícia Civil em Bauru tornou-se pesadelo para policiais militares (PMs) ouvidos para a reportagem. Por permanecerem cerca de dez horas no aguardo do registro, alguns deles admitiram que não descartam a possibilidade evitá-los.

“A gente já trabalha 12 horas direto. Depois tem que ficar mais umas dez horas esperando. Antes, eram três ou quatro horas. Mais do que dobrou o tempo. Não somos contra a greve. Concordamos plenamente com ela, mas é preferível deixar o ladrão ir embora do que ficar 12 horas na delegacia”, disse um policial.

Ele confirma a existência de senhas para evitar que a equipe policial permaneça no plantão sem necessidade. Porém, explica que não é possível patrulhar com alguém preso na viatura.

“Quem está criticando pode ser massa de manobra ou ser ignorante. Todos os tostões que recebemos, vão para eles também. Nós também estamos trabalhando mais do que estávamos acostumados. No final de semana, iremos para a porta do plantão panfletar”, diz Márcio Cunha, delegado regional do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), Márcio Cunha

De acordo com ele, a preocupação desses policiais é perder o bico que fazem. “Se um ou outro não está gostando por causa do bico, não temos culpa. Não quer ficar um pouco mais no horário? E a população que está nos apoiando, como fica? A maioria dos policiais militares nos apóia”, acrescenta o delegado regional do sindicato, ao citar a faixa de aprovação ao movimento, cujas signatárias são esposas e pensionistas de PMs - afixada em frente ao plantão.

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