Polícia

Após 24 dias, morte de empresário em Tibiriçá continua sem solução

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje completam 24 dias que o empresário Achilles dos Reis, 77 anos, foi morto no distrito de Tibiriçá, sem que a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) tenha esclarecido o caso. Os autores ainda não teriam sido identificados e presos em razão da greve dos policiais civis. Por conta dela, as investigações estão suspensas, conforme prevê a cartilha que baliza a paralisação.

No entanto, segundo o comando de greve informou inicialmente, ocorrências consideradas graves teriam andamento. Ao que tudo indica, o empresário foi vítima de uma emboscada na entrada de seu haras, cujo acesso fica na estrada vicinal Artur Sartori, entre Tibiriçá e a rodovia Marechal Rondon. Criminosos teriam fechado porteira da fazenda para obrigar Achilles a descer da caminhonete. O objetivo seria rendê-lo para depois roubá-lo.

A poucos metros de sua propriedade, ele foi achado ferido dentro de sua caminhonete, que havia capotado. Há informações de que duas pessoas estavam com ele no carro e fugiram após o acidente. Ao lado da porteira foram encontrados dois bonés e dois galhos de árvore descascados, que podem terem sido usados para golpear a vítima. Procurada, a família preferiu não se manifestar.

No entanto, segundo amigos consultados, a expectativa é grande, inclusive da família, com relação ao desfecho do crime. Além deste caso, outras ocorrências graves também estão sem solução. O exemplo é o assassinato do chapa Osvaldo Alves da Silva, 41 anos, morto no Jardim Nicéia no mesmo dia que Achilles.

Está na mesma situação, o caso de Fabiana da Silva, 31 anos, que perdeu a vida dia 19 de agosto, um mês e dez dias após ter sofrido uma tentativa de homicídio. Da primeira vez foi atingida por três tiros em frente de casa, na rua Tosio Fusuoka, no Núcleo Fortunato Rocha Lima. Permaneceu 14 dias hospitalizada. Ainda estava em recuperação quando voltou a ser alvo de disparos, que a feriram de forma fatal. A reportagem não encontrou na DIG quem pudesse comentar a situação.

Comentários

Comentários