Regional

Inquérito investiga morte de detento em presídio de Balbinos

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Balbinos - A Polícia Civil instarou inquérito policial para apurar a causa da morte de um detento na Penitenciária de Balbinos na última quinta-feira. O caso foi registrado em boletim de ocorrência (BO) como morte suspeita. Segundo consta no BO, o detento Marcos Antônio Severino da Silva, 32 anos, estava mexendo em um bico de luz, dentro da cela, quando teria levado um choque e caído, batendo a cabeça no chão.

Ele foi socorrido por um funcionário da penitenciária e levado à Santa Casa de Misericórdia de Pirajuí, onde já teria chegado morto. Devido às circunstâncias, o corpo do detento foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru, para determinar a causa mortis.

Familiares do detento, que é natural de Petrolina, disseram por telefone ao JC que não teriam reconhecido o seu rosto no caixão. “Pelo rosto, a gente não reconheceu, tinha uma barba e ele não usava barba. Estava muito preto e ele é de cor parda”, comenta Josefa Adriana dos Santos Silva, irmã do detento.

Segundo ela, o corpo de Silva chegou a Petrolina por volta das 13h30 do domingo transportado por um carro funerário e o caixão estava lacrado. Dessa forma, só foi possível ver o rosto. Além disso, segundo ela, nenhum documento e pertences dele vieram com o corpo. “A Delegacia de Balbinos entrou em contato com a Delegacia de Petrolina que deu a notícia para família”, diz. “Três dias antes nós recebemos uma carta dele dizendo que em breve ia sair e foi uma surpresa para a gente”, completa a irmã.

De acordo com Josefa, seu irmão cumpria pena há cerca de 11 anos após ser condenado por homicídio. Ela explica que ele costumava enviar fotos para a família e dizia ter muitos amigos na penitenciária. “Ele trabalhava dentro da penitenciária”, comenta a irmã. “Além de tudo, cobraram uma taxa de R$ 6 mil para deixar o corpo aqui”, completa.

A Delegacia de Polícia de Balbinos abriu inquérito policial para apurar a morte do detento e aguarda o laudo necroscópico do IML, que deverá ficar pronto dentro de dez dias.

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