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Pela 2ª vez no mês, Polícia Civil de SP pára por salários

Folhapress
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São Paulo - Os policiais civis de São Paulo entraram ontem em greve por tempo indeterminado, suspendendo parcialmente o atendimento à população em boa parte das delegacias da Capital e do Interior do Estado. Centenas de pessoas que procuraram a polícia para registrar casos como de furto, roubo e perda de documentos foram orientadas a voltar para casa. A greve da Polícia Civil, iniciada às 8h de ontem em todo o Estado, já atinge mais de 90% das delegacias da Capital e do Interior, segundo a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp).

Nas cadeias públicas, principalmente do Interior do Estado, advogados não puderam visitar os presos - que também não foram levados a audiências no fórum. Só foram cumpridos mandados de soltura. A Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento ostensivo, não aderiu ao movimento.

A reportagem esteve em 45 dos 93 distritos policiais da Capital e verificou que em 26 o atendimento estava restrito aos casos de maior gravidade. Segundo o sindicato, desses 93, 62 aderiram ao movimento. No Interior, a adesão à greve foi ainda maior, segundo o sindicato: atingiu 49 das 52 delegacias seccionais. A gestão José Serra (PSDB) não quis fazer um balanço da greve.

Os policiais estão em estado de greve desde o dia 13 de agosto, quando fizeram paralisação de apenas sete horas. Eles reivindicam aumento salarial de 15% neste ano e reajustes de 12% nos dois anos seguintes. A pauta de reivindicações inclui outros itens como a eleição direta para delegado-geral.

O governo ofereceu um investimento de R$ 500 milhões na folha de pagamento em 2009, o que representaria reajuste de cerca de 7%.

Certo prejuízo

O delegado André Dahmer, da Adpesp, afirmou que, das 8h às 13h de ontem, foram registrados na Capital 230 boletins de ocorrência (que dão o início à investigação policial). Na terça passada, sem greve, foram 497 no mesmo período.

Policiais de delegacias de Ribeirão Preto, Araraquara, São Carlos e Franca afirmaram que cerca de 300 pessoas deixaram de ser atendidas ontem. “Toda a greve causa um certo prejuízo à população. Mas estamos procurando fazer de tal forma que cause o menor prejuízo possível”, diz o presidente da Adpesp, Sérgio Marcos Roque.

Policiais afirmaram que, na Capital, o movimento foi mais forte nas delegacias de bairros mais afastados.

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