Suzuki, militante comunista e membro de uma organização armada clandestina que lutava contra a Ditadura Militar, foi preso e torturado pessoalmente pelo delegado Fleury. Quanto mais choque levava, mais mudo ficava. Resmungava, mas nada dizia ao seu algoz. Fleury resolveu sair para almoçar e determinou que o “japa” permanecesse pendurado no pau-de-arara na sua ausência. Demorou no almoço e ao retornar a sala de tortura, Suzuki gritou:
- Pelo amor de Deus... me tire daqui...
- O comunista agora acredita em Deus?
- Eu não! Mas o senhor acredita, né?
Antonio Pedroso Júnior/chineloneles@hotmail.com