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Governo atrela aumento à volta ao trabalho

Da Redação
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O governo do Estado de São Paulo anunciou que está pronto o pacote que prevê aumento salarial de até 38% para os policiais civis, a redução das faixas do Adicional de Local de Exercício, a extinção da chamada 5ª classe e a implantação de uma nova política de cargos e salários que tornará a carreira mais moderna, ágil e com perspectiva de ascensão mais rápida. Mas condiciona o envio da proposta à Assembléia Legislativa ao fim da greve.

O secretário de Gestão Pública, Sidney Beraldo, lembra que, já em 2007, o governo havia implementado um conjunto de medidas em benefício dos policiais, que representou aumento de até 23,43% nos salários, com impacto de R$ 500 milhões por ano nos cofres públicos. Adicionalmente, foi incorporada uma gratificação ao salário de todos os policiais e instituído um benefício para delegados que acumulam a chefia de mais de uma unidade policial.

Com o aumento proposto, segundo o governo, o piso inicial da carreira do delegado passaria dos atuais R$ 3.708,18 para R$ 5.117,40. Para os investigadores, o aumento chega a 28%, no caso daqueles da chamada 5ª classe em pequenas cidades do Interior - dos atuais R$ 1.752,82 para R$ 2.250,23. Os médicos legistas e os peritos criminais, que serão equiparados à carreira de delegado (beneficiando também inativos), terão aumento no piso salarial de até 47,31%, passando dos atuais R$ 3.473,94 para R$ 5.111,40.

O governo também decidiu dar um reajuste global no salário-base, que vai beneficiar o conjunto dos policiais civis paulistas, inclusive aposentados e pensionistas. O projeto também implementa uma nova política para as carreiras policiais, com a fixação de intervalos de 10% entre as classes. E propõe a criação de duas novas carreiras e fusão de outras. Com isso, o total de carreiras passa das atuais 14 para 7.

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