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Empresa vai plantar 24 milhões de mudas

Da Redação
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Barra Bonita - Em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), a AES Tietê pretende reflorestar áreas de preservação permanente próximas aos reservatórios de suas hidrelétricas, entre elas a de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru).

Segundo a assessoria de imprensa da AES Tietê, deverão ser plantadas cerca de 24 milhões de mudas de espécies nativas num período de cinco anos. As mudas serão plantadas em uma área equivalente a, aproximadamente, 12 mil hectares.

O objetivo é promover o desenvolvimento sustentável usando uma metodologia pioneira, criada pela própria AES, e aprovada pela ONU no final do ano passado dentro do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Com a metodologia, será possível medir quanto de dióxido de carbono (CO2) está sendo resgatado do meio ambiente e, numa fase posterior, comercializar os créditos gerados com os países signatários do protocolo de Kyoto, acordo mundial para redução do aquecimento global.

A parceria com a Esalq/USP será fundamental para dar suporte técnico-científico nas diferentes etapas da seleção das espécies, na produção de mudas e também no plantio de restauração. O trabalho servirá tanto para aumentar os efeitos positivos do reflorestamento com a remoção de carbono atmosférico e a restauração da biodiversidade, quanto para a quantificação do acúmulo de carbono.

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O projeto, que começará na cidade de Promissão, na região de Lins, se estenderá para várias cidades no entorno das dez usinas de atuação da empresa, entre elas o reservatório de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê.

Desde 2001, a AES Tietê vem realizando plantio de mudas em suas usinas hidrelétricas. O programa da empresa prevê modelos e técnicas de plantio que levem em conta a biodiversidade de cada região.

“Serão plantadas até 126 espécies diferentes de árvores nativas”, afirma o especialista da área de Meio Ambiente e Créditos de Carbono da AES Tietê, Samy Hotimsky.

Para garantir maior eficiência, todos os processos ecológicos de restauração florestal e o potencial desses sistemas para a fixação do carbono atmosférico serão estudados e pesquisados.

De acordo com a assessoria da AES, o projeto atual deve começar no próximo mês, nas proximidades do reservatório de Promissão. Aliás, parte das mudas usadas virá do viveiro da AES, localizado na própria cidade. O restante será proveniente de outros viveiros de apoio, cultivados pela própria comunidade para estimular a geração de renda familiar e garantir a disponibilidade contínua de mudas.

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