Polícia

PM adota plano para greve na Civil

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Militar (PM) em todo o Estado de São Paulo adotou um plano de contingência para driblar os efeitos da greve dos policiais civis. Coube à corporação garantir à população a sensação de segurança, suscetível por conta da paralisação. A informação não é admitida oficialmente, mas pode ser confirmada na prática.

Haverá, por exemplo, intensificação do patrulhamento em pontos críticos da cidade no quesito segurança. Além disso, as guarnições estão orientadas a acionar o oficial comandante caso haja negativa do delegado em fazer o flagrante. “O oficial faz contato com o delegado imediatamente superior e passa a situação para que seja resolvida”, informa o major Nelson Garcia Filho, comandante interino do 4º Batalhão da PM.

De acordo com ele, a corporação dispõe de vários outros planos de contingência, como o adotado frente a dificuldades junto ao sistema prisional. O implementado com a greve na Polícia Civil foi desenvolvido justamente para atender essa situação, praticamente inédita no Estado de São Paulo. Ele prevê também rigor na análise de solicitação de dispensas por parte dos policiais militares.

Casos de afastamento serão deferidos somente em último caso, confirma Garcia. O objetivo é manter nas ruas a maior quantidade possível do efetivo. Aos policiais também foi recomendado que redobrem o controle emocional nesta fase, uma vez que os ânimos (tanto nas delegacias, quanto nas ruas), podem estar exaltados. Outros detalhes do plano de contingência não foram informados por questões de segurança, explica o major.

Greve

Os procedimentos deverão ser adotados por tempo indeterminado, uma vez que a negociação com o governo do Estado voltou à estaca zero. Além de não haver nenhum acordo em curso ou agendado, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a tramitação do dissídio no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Enquanto isso, em bauru, os reflexos da paralisação são especialmente sentidos na 5ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran).

Pela manhã, motoristas disputaram senha para conseguir a vistoria em automóveis, procedimento necessário para transferência. O trabalho foi restrito em 30%, como prevê a cartilha de paralisação. O percentual é respeitado em outros serviços, embora todos os funcionários do órgão comparecem para trabalhar.

Neste caso, a alternativa para a população é recorrer ao Poupatempo, onde é possível resolver problemas como alteração de dados em Carteira Nacional de Habilitação (CNH), atualização de endereço no cadastro do veículo, emissão de certidão de prontuário de CNH, emissão de extrato do cadastro do veículo, renovação, licenciamento, entre outros.

Os funcionários que atendem no órgão de trânsito instalado no Poupatempo também são policiais civis. Mas eles recebem pró-labore pela nova função. O Poupatempo fica na av. Nações Unidas, 4-44.

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