A interdição do viaduto Mauá exigiu paciência do motorista que, ontem ao final da tarde, pegou a avenida Pedro de Toledo. Às 17h, a fila de carros sentido Centro-bairro já se aproximava do pátio da estação ferroviária. “Vou avisar minha família para não passar mais por aqui”, informa o aposentado Clodoaldo Marangon.
Ele enfrentou trânsito lento assim como Ana Paula Oliveira. “Está difícil em Bauru. Da próxima vez, vou tentar pela Duque”, comenta. Ocorre que o viaduto Antônio Eufrásio de Toledo, que liga a Duque à Praça Reverendo Chujiro da Otake, é ainda mais acessado. Ontem também esteve congestionado em horário de rush, por volta das 18h. Mesmo fora dos momentos de pico, por lá o tráfego é intenso, diferentemente do viaduto Mauá.
O pior é que além do viaduto Eufrásio de Toledo, existem poucas alternativas para evitar o trecho interditado. Dependendo da localização do condutor (se estiver na região do Jardim Estoril, por exemplo), ele poderá acessar a avenida Comendador José da Silva Martha e, logo após os trilhos, convergir à direita. Neste caso, terá de atravessar a Vila Santista, a Vila Nipônica até chegar à Vila Falcão. O trajeto prevê acréscimo de vários quilômetros.
Já para o motorista que estiver na área central, uma alternativa seria seguir para Bela Vista e utilizar a avenida Comendador Daniel Pacífico, rota que também resultará em quilômetros extras. Já as 30 linhas do sistema transporte coletivo que passam pelo viaduto Mauá, num total de 107 ônibus, não terão o itinerário alterado, informa a Emdurb, via assessoria de imprensa.
Ontem, a empresa sinalizou o local de interdição, bem como o trecho que terá mão-dupla de direção, com “picolés” dividindo o fluxo de veículos. Além disso, serão implantadas oito placas de sinalização em trecho anterior ao do desvio. Mas o motorista deve trafegar com atenção.