A interdição do viaduto Mauá é por tempo indeterminado. Por enquanto, nem se sabe quais medidas devem ser adotadas para que o tráfego sobre ele (ou talvez sobre seu sucessor) seja retomado. A solução para o problema depende de laudo técnico de empresa ainda a ser contratada pela administração municipal.
“O prazo estipulado para o serviço de levantamento é em torno de 90 dias”, informa o secretário municipal de Planejamento, Leandro Joaquim. De acordo com ele, o departamento jurídico avalia a possibilidade do serviço ser contratado com dispensa de licitação por tratar-se de caso urgente. “Estamos coletando orçamento. O valor do serviço vai girar em torno de R$ 100 mil. De R$ 60 mil a R$ 100 mil”, explica.
Segundo o secretário, o viaduto Mauá ainda teria condições de suportar o tráfego de veículos leves. “Mas por prevenção, achamos por bem impedir. A empresa que fizer o serviço terá que arrancar corpo de prova. Isso será feito com calma. Além disso, tem a ferrovia”, comenta.
Na opinião dele, caso não haja outro problema urgente, seria melhor que a próxima gestão firmasse o termo de ajustamento de conduta com o MP. Para Joaquim, a manutenção das 14 pontes e viadutos da cidade deveria ser terceirizada. “É um serviço altamente técnico. Precisa de equipamentos extremamente caros. Não sei quanto custaria isso. Mas já tivemos manutenção de pontes. A prefeitura já levantou até pontes em Bauru”, conclui.
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Situação crítica
O relatório elaborado pelos engenheiros do Centro de Apoio Operacional à Execução do MP recomendou a imediata interdição do viaduto Mauá. Diante das anomalias verificadas, constaram que a construção encontra-se em situação bastante crítica. Na avaliação dos profissionais, em virtude do péssimo estado do equipamento, seus usuários estariam sujeitos a acidentes por conta do tráfego de veículo de carga pesada pelo viaduto.
“Poderá ocorrer um dano excepcional ou sua ruína de forma intempestiva. Caso não seja possível a interdição total, sugerimos, de maneira paliativa, a passagem somente de veículos de passeios, até que a municipalidade tome as devidas providências quanto ao destino do viaduto”, recomenda o documento.