Política

Caio quer discutir financiamento, Rosa e José Leme não concordam


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O candidato a prefeito Caio Coube (PSDB) comentou ontem que defende a discussão proposta pelo prefeito Tuga Angerami se é mais viável manter o atual sistema de custeio do tratamento de esgoto ou a contratação de financiamento via Caixa Econômica Federal (CEF).

Quanto à crítica de Angerami, de que é engodo dizer que há verba a fundo perdido disponível para projetos de alto custo, como o de Bauru, o tucano avalia que ela não foi endereçada a ele. “Foi para outro candidato que defende a construção da estação de tratamento de esgoto com fundo perdido. Não há dinheiro disponível no governo federal”, reagiu. O tucano admite novo empréstimo para fazer a estação de tratamento de esgoto.

Tuga qualificou de “demagogos e hipócritas” os candidatos que defendem a construção da ETE apenas com recurso do Fundo de esgoto. Dois candidatos a prefeito – Clodoaldo Gazzetta (PV) e Rodrigo Agostinho (PMDB) – admitem buscar recursos a fundo perdido, mas rejeitam novo financiamento devido à situação crítica das finanças da prefeitura.

“Não me sinto atingido com a crítica de Tuga. Acho (o Fundo de Tratamento de Esgoto) a solução para resolver o problema, tenho dado crédito ao prefeito, aos vereadores e a população que concordou pagar pelo melhoramento”, declarou Caio.

O PSDB foi crítico à implantação do FTE, mas na aliança eleitoral com o DEM tem como parceiro José Clemente, ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), idealizador da antecipação da cobrança da tarifa para levantar recursos para construir a ETE, projeto calculado em R$ 87 milhões, cuja receita anual com a tarifa arrecadada do consumidor de água é de R$ 13 milhões, insuficientes para construi-la num prazo mais curto.

O tucano concorda com a proposta do prefeito de discutir a possibilidade de financiamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “A obra vai ser construída num prazo menor. Precisamos saber qual será o benefício”, disse Coube.

Sobre a possibilidade do financiamento representar novo endividamento, o tucano afirma que é necessário avaliar o prazo de pagamento e taxa de juros, mas admite discutir a possibilidade de empréstimo.

“Infelizmente, o município tem uma dívida de R$ 220 milhões, que onera a capacidade de investimento e não resultou em nenhum benefício social, mas a eventual contração de dívida para agilizar a construção da estação de tratamento pode trazer benefícios ambientais e de saúde pública”, finalizou.

Outros candidatos

Rosa Izzo (PDT) e José Leme (PHS) discordam da possibilidade da Prefeitura de Bauru tentar obter financiamento para antecipar o término da construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

Segundo os dois candidatos, a divergência à proposta deve-se à atual situação financeira do município. “Sou contra porque a prefeitura tem dívida de R$ 460 milhões para ser paga”, afirma Leme.

Rosa tem a mesma opinião. “Independentemente dessa proposta, mais uma dívida seria pesado e não daria para fazer”. De acordo com a pedetista, antes de discutir o financiamento é preciso conversar e analisar se a antecipação da construção da ETE realmente vai beneficiar a população. O JC não conseguiu localizar a candidata Márcia Camargo (PSOL) para falar sobre o assunto.

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