Regional

MP pede investigação sobre falsa pesquisa

Rita de Cássia Cornélio e Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Pirajuí - A disputa eleitoral para a Prefeitura de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) está “quente”. Um panfleto distribuído na quarta-feira na área comercial da cidade, intitulado “enquete Instituto Index” é falso e a empresa de Porto Alegre solicitou a apreensão do material, além de pedir providências ao Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo.

O promotor eleitoral Rodrigo Garcia tomou conhecimento dos fatos e já solicitou, via Cartório Eleitoral da 95.ª Zona, a instauração de inquérito policial para apurar os responsáveis pela divulgação. Ele explica que a pesquisa eleitoral não teve prévio registro na 95.ª Zona Eleitoral da Comarca de Pirajuí. Segundo Garcia, quem divulgou a pesquisa fraudulenta pode ser condenado à detenção de seis meses a um ano, além de multa, como prevê o parágrafo quarto, do artigo 33, da lei 9.504 de 1997.

O panfleto fraudulento beneficia um dos três candidatos na disputa e cita que a enquete foi realizada entre os dias 15 e 16 deste mês e teria entrevistado 378 eleitores no município.

Uma observação feita no panfleto esclarece que não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões sem controle de amostra e que não utiliza método científico, embora mostre um gráfico ilustrativo com as porcentagens de cada candidato.

O panfleto fraudulento, segundo moradores, foi distribuído para a população e colocado por debaixo das portas dos estabelecimentos comerciais. Causou um alvoroço no meio político, até que alguém entrou em contato com o instituto e verificou que a informação era falsa.

Para o Instituto de Pesquisas Index, a ação deve ser apurada e o autor responsabilizado por violação da legislação eleitoral. “O material que estava sendo distribuído configura fraude eleitoral, pois o conteúdo não foi realizado pelo Instituto Index. Os responsáveis deverão ser punidos nos termos da lei”, diz o comunicado da empresa, encaminhado ao promotor eleitoral.

A empresa, sediada em Porto Alegre, informou ontem que em período eleitoral é comum que os partidos usem o nome do Index para informação eleitoral. “No Estado de São Paulo, já foram registrados vários casos. Na dúvida, o interessado deve entrar no site do instituto e fazer o contato.”

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