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Aumenta o número de espécies da flora ameaçadas de extinção

Folhapress
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Rio - O Ministério do Meio Ambiente divulgou ontem a lista das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. São 472 espécies, mais do que o quádruplo da lista anterior, de 1992, que tinha 108. O ministério apresentou outra lista com 1.079 espécies com “deficiência de dados”, cujas informações são insuficientes para confirmar o risco. A Fundação Biodiversitas, instituição contratada para fazer a pesquisa e à qual é atribuída pelo ministério a elaboração da lista, porém, contestou o documento oficial e informou que há 1.495 espécies ameaçadas na lista entregue por eles há quase três anos, em dezembro de 2005.

De acordo com a coordenadora do projeto e da fundação, Gláucia Drummond, o documento apresentado “é político”, “não reflete a situação das espécies” e deixa de proteger muitas em “situação crítica”. Segundo o ministério, o aumento da lista se deve à maior agressão ao meio ambiente - favelização, queimadas, contaminação de áreas e especulação imobiliária, por exemplo - e aos avanços da ciência, com crescimento da participação de pesquisadores.

A região Sudeste é a que tem o maior número de espécies sob ameaça, com 74% do total, mais do que o dobro do Nordeste, a segunda região. Isto se deve, de acordo com o ministério, ao fato de se tratar de alguns dos Estados mais populosos, urbanizados e industrializados do país, o que leva à maior degradação ambiental e põe em risco a vegetação e a flora nativas. O bioma Mata Atlântica é o que tem o maior número de espécies na lista. Das 472 do total, 276 ocorrem na Mata Atlântica, 131 no Cerrado, 46 na Caatinga, 24 na Amazônia, 17 no Pampa e duas no Pantanal - há espécies que ocorrem em mais de uma região do País.

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