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Não se pode prever quem terá doença

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A causa da doença de Alzheimer ainda é desconhecida pela ciência. Existem várias teorias, porém, de concreto sabe-se apenas que é uma enfermidade determinada geneticamente. O que não significa que seja hereditária.

“Não se pode prever quem terá Alzheimer”, afirma a geriatra Mirian Tobias. Segundo ela, ainda não há um exame específico que determine de modo inquestionável a presença da doença. De acordo com ela, a parte mais importante do diagnóstico é a obtenção de dados sobre a história do paciente e da família. No entanto, os exames laboratoriais, inclusive as tomografias e as ressonâncias cerebrais, são necessários para se afastar outras causas.

Segundo a geriatra, o Alzheimer geralmente afeta as pessoas maiores de 60 anos. Após os 64 anos de idade, a prevalência é de 5% a 10% e, após os 75 anos de idade, a prevalência seria de 15% a 20%. “Quanto mais velha a pessoa, maior a probabilidade de desenvolver a doença”, garante.

Atualmente, o Alzheimer é responsável por mais da metade das internações em instituições de longa permanência. Segundo Mirian, os pacientes vivem, em média, de oito a dez anos depois que a doença é diagnosticada, de acordo com cada caso, podendo chegar a até 20 anos de evolução.

Ela explica que a doença foi descoberta em 1906, na Alemanha, pelo médico patologista Alois Alzheimer, que identificou as mudanças que ocorrem no cérebro com essa doença e, cujo nome foi usado para identificá-la.

Popularmente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”, a pessoa com demência apresenta perda progressiva de suas habilidades intelectuais, com comprometimento da memória, do pensamento, do juízo crítico, da orientação, do comportamento, da linguagem e das emoções. Com o passar do tempo, ela se torna cada vez mais dependente dos cuidados de terceiros e necessita de ajuda para as atividades da vida diária.

O termo “demência” descreve um grupo de sintomas que são causados por mudanças na função cerebral. Segundo Mirian, a mais comum forma de demência em idosos é a doença de Alzheimer.

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