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Donos de cães defendem alternativa ao sacrifício


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Apesar dos graves riscos à saúde humana, a maioria dos donos de cães ouvidos pela reportagem prefere apostar num tratamento, antes de decidir-se pelo sacrifício de seu animal de estimação. Por conta disso, muitos também recorrem à vacina contra a doença que, há um ano e meio, já havia imunizado cerca de 3.500 bichos na cidade.

“Ela não é curativa, é preventiva. Devem ser aplicadas em três doses, é cara. Ainda assim, têm relatos de cães que desenvolveram a doença. Não fechou ainda o processo de certificação dessa vacina, por isso o Ministério da Saúde não recomenda. Mas Bauru é um dos poucos municípios escolhidos para fazer o teste”, explica Flávio Tadeu Salvador, diretor de divisão da Vigilância Sanitária, órgão da Secretaria Municipal de Saúde.

Por acreditar que o cão pode ser tratado, como acontece em outros países europeus, o veterinário Otávio Volpato defende que cada medicina trate de seu paciente sem interferir na do outro. Para ele, a portaria editada pelos ministérios da Saúde e Agricultura é tendenciosa por proteger o paciente mais nobre, que é o homem.

“Acho que a medicina está tão evoluída que não é possível não descobrirem algo novo para tratamento em cães. Tentaria um tratamento, mas checaria antes. Se existisse muito risco para humanos, sacrificaria com muita dor”, opina a psicóloga Salete Xavier São Bernardo.

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