Panelas expostas ao chão
O teto é o céu azul ou escuro
O “alimento” no improvisado fogão
O horizonte na mente se faz muro
A mãe amamenta seu filho
Com o leite que Deus lhe concedeu
Criança debilitada de olhos sem brilho
Sufocando a angustia que a fome lhe deu
A esperança é somente sonhar
Buscar o futuro e tropeçar no presente
Cair e continuar a caminhar
Para vencer a fome que ainda consente
Vidas vazias preenchida pela fome
A tristeza estampada em cada semblante
A dor que aterroriza e ainda carcome
Levando ao fim uma vida insultante
Abrolhar do ventre materno sagrado
Sem ainda a fome conhecer
Ali era o seu mundo encantado
E precocemente a fome vem lhe acometer
O único alívio é chorar
Para tentar a fome vencer
Mas quando a lágrima findar
Um novo sol não verá de novo nascer.
Assim me sensibilizei
Com a foto neste conceituado jornal
Que se institui logo uma lei
Para por fim a fome mundial.
Luiz Antonio de Oliveira