Um pé de limão, mamão, acerolas, uvas, mangas ou qualquer outro tipo de frutas. Nos quintais das residências localizadas nos bairros de Bauru há sempre espaço para uma arvore frutífera. Há, inclusive, aqueles que abusam do espaço disponível e plantam jabuticabeiras, abacateiros e laranjeiras. Outros mantêm pés de frutas mais exóticas, como a graviola e a lichia.
A produção geralmente é voltada para o consumo familiar e, no máximo, para os vizinhos. De acordo com o casal Ercília Rosa Mendes e Pedro Rosa Mendes, que plantaram e cuidam de nada mais, nada menos que sete diferentes pés de frutas: uva, romã, mexerica, laranja, limão, jabuticaba e amora, os vizinhos e a crianças do Núcleo Geisel ajudam a consumir toda a produção.
“A gente tinha espaço aqui e plantava uma semente. Tinha outro espaço ali e jogava outra semente”, conta Ercília sobre o início do pomar.
Outro morador que revestiu todo o quintal com piso, mas que não quis desfazer-se do pé de manga e mamão que possuía no quintal é o descontraído Pedro Gregório. Ele brinca sobre a produção do seu único pé de mamão. “Eu poderia dar um para a reportagem, mas a produção toda já está negociada com o Ceasa”, diz, fazendo menção à Central de Abastecimento de Bauru, que fica a um quilômetro da sua casa.
Na Vila Independência, o proprietário de uma garagem de veículos não quis se desfazer dos pés de jabuticaba, laranja para fazer doce e ameixa que tinha por ali. Quem agradece são os funcionários, que nessa época levam para casa muita jabuticaba, já que os três pés estão carregados. “A gente enche as sacolas e leva as frutas para casa, além das crianças que vivem pedindo aqui”, conta Luís Carlos Gandeneti, que trabalha como vendedor no local.
Araci Pereira Santos, que também reside na Vila Independência, tem em seu quintal pés de frutas como romã, goiaba, limão e graviola, que divide com os filhos e netos. Com a saúde debilitada, a moradora conta com a generosidade de Fernando Barban, que vai ao local todos os dias para molhar os pés de fruta e a horta que ela mantém no quintal. “Sou aposentado, faço de bom grado. Como pagamento levo sempre alguma coisa para casa”, explica Barban.