Regional

Sexo do administrador interfere na competência?

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Para a prefeita de Pederneiras, Ivana Camarinha (PV), o fato de ser mulher já foi superado pelos eleitores da cidade. “Na primeira eleição foi mais difícil, porque eu fui a primeira mulher e a primeira prefeita. Creio que mostrei aos eleitores que não importa o sexo do administrador e sim a sua competência.”

Ela diz que quando se candidatou em 2004 existia uma interrogação. “Um certo preconceito. Ouvia que uma mulher na administração não iria dar conta do recado. Desta vez o embate é de idéias. Apresento o que já fiz e os meus planos para a segunda gestão.”

Na rotina diária da administração, ela garante que não há dificuldades por ser do sexo feminino. “Fui buscar recursos e fiz o que podia fazer sem medo. Não tive nenhuma dificuldade junto aos governos estadual e federal por ser mulher.”

A prefeita de Itaju, Fátima Guimarães (PSDB), enfatiza que não enfrenta confronto com o sexo oposto no item eleição. “Sou a única candidata e os nove vereadores estão na minha coligação”, ressalta.

A conquista, segundo ela, foi pensar na comunidade. “Toda vez que mando um projeto para ser aprovado, faço questão de ir pessoalmente na Câmara Municipal, explicar meus objetivos e o quanto a proposta vai beneficiar os moradores.”

Para a prefeita de Espírito Santo do Turvo, Luciana Retz (PT), que já passou quatro anos à frente da prefeitura, não existe discriminação. “Não senti discriminação. Tive problemas com a Câmara, que é oposição, mas não pelo fato de ser mulher. Em Brasília fui buscar recursos para a cidade e fui tratada normalmente, como qualquer administrador do sexo oposto.”

Para a prefeita de Pederneiras, Ivana Camarinha (PV), a mulher é mais sincera enquanto o homem faz mais o jogo político quando o assunto é eleição. “A mulher fala mais com o coração, isso é do perfil feminino, da alma. O homem é mais prático.”

Na opinião da prefeita de Itaju, Fátima Guimarães, as mulheres ainda são minoria na política porque no embate com o sexo oposto eles partem para a vida pessoal. “Aqui não enfrento isso, mas os homens tentam ferir a imagem feminina durante as campanhas. Antigamente era pior. Agora a situação está melhorando.”

Para ela, a chave do equilíbrio é o respeito. “Aqui em Itaju, eu respeito os vereadores e eles me respeitam, temos um ótimo relacionamento.”

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Política é apaixonante

A prefeita de Piratininga (13 quilômetros de Bauru), Sílvia Mendes Soares (PV), está deixando a prefeitura sem tentar a reeeleição. Apesar de não ter entrado na disputa ela garante que não se desiludiu da política. “Política é apaixonante, principalmente quando você percebe que pode fazer muito pela comunidade, especialmente pelo social, além de fazer obras pela cidade. É muito gratificante.”

A prefeita, que também é arquiteta, explica que tem uma profissão liberal. “Eu preciso retomar a minha profissão. Não dá para ficar completamente fora. Como munícipe eu vou participar mais, especialmente agora que tenho uma bagagem administrativa, algum conhecimento. Vou ser uma munícipe participativa e uma arquiteta atuante”, afirma.

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